21 janeiro 2018

Susana Sofia Miranda Santos ― escritiva 28

Por que será que nunca nenhuma mulher genial criou um manual de instruções que ensine a amansar elementos masculinos?
Os homens integram o "sexo forte". Com esse utensílio, as amadas saberiam domesticá-los, usando a potência viril para a execução dos trabalhos domésticos, poupando ainda fortunas em psiquiatras e psicólogos.
Serei eu a salvadora feminina! Começarei a estudar imediatamente!
Será melhor recorrer a afectos ou castigos? Tentarei descobrir rapidamente.
Quais serão as estratégias mais eficazes para domar feras?
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


4º C, da EB Ermida ― desafio 58

jacaré enterrava os ovos na falésia com as suas unhas, enquanto o macho procurava caramelos e queijo como galardão para a sua amada.
Uma abelha, que voava aos ziguezagues sobre um nenúfar, imobilizou-se preparando um plano para xingá-los: montou um sistema que lera num livro para ruborizar o jacaré. Carregou num botão de mármore vertendo lama, fazendo-o dispersar. Desanimado, pôs a hipótese de colher flores, mas tremia tanto que, ao chegar perto da jacaré, pronunciou:
Amo-te!
4º C, da EB Ermida, S. Mamede de Infesta, Prof. Luísa Gonçalves
Desafio nº 58 – tabela de 2 palavras obrigatórias para o alfabeto, uma à escolha


Dia de Fogaceiras

Em Dia de Fogaceiras, partilhamos as versões das três turmas que, depois de terem ouvido a história de O Santo Guloso, de Ana Paula Oliveira, a reescreveram em 77 palavras.

Havia um castelo habitado por um conde rico e a sua filha, onde se organizavam fabulosas festas. As fogaças eram a sobremesa mais apetecida. No final dos banquetes, carreiras de formigas devoravam os restos. A filha do conde detestava esta situação e ordenou aos criados que as matassem com tamancos. As formigas sobreviventes pediram auxílio às suas primas e ao São Sebastião, prometendo-lhe uma fogaça. Resultou provisoriamente. O incumprimento da promessa deu uma grande lição às formigas.

Era uma vez um castelo em Santa Maria da Feira. Neste castelo viviam uns condes feios e a sua filha medricas. No salão nobre, havia grandes festas nas quais se faziam fartas comezainas. No final dos banquetes, as formigas deliciavam-se com as migalhas. A invasão das formigas assustava a menina que as mandou matar. As sábias prometeram um doce ao Santo que as salvou dos perigosos tamancos. Desde então, cumprida a promessa, celebra-se o Dia das Fogaceiras.

Antigamente num grande castelo, vivia uma família de condes e de formigas. Havia festas com comida e sobremesas deliciosas, destacando-se a fogaça. No final dos banquetes as formigas recolhiam as migalhas. Como a filha as odiava mandou os criados massacrá-las com tamancos. Estas fizeram uma promessa. Levar uma fogaça ao Santo que vivia na capela, se a rapariga desaparecesse. Feito! Cansadas, pararam de cumprir a promessa. Filha e matança voltaram! Desde então, até hoje, cumpre-se o prometido!

5ºD, 6ºB e 6ºD, Agrup Escolas Coelho Castro, Prof Sara Garizo
Estão publicados aqui.
http://bibliotecasescolaresaecoelhocastro.blogspot.pt/

20 janeiro 2018

Mª Filomena Galvão ― desafio 133

Joana foi educada de forma primorosa. Como manda a etiqueta, montou, aprendeu francês, inglês (a evolução assim o obriga) e como o gato maltês, também ela tocava piano.
Menina débil, foi criada pela tia Alice com todo o zelo. Não era muito talentosa, mas era e continuava a ser muito trabalhadora. Estudava as pautas com afinco. Matraqueava as teclas em imensas escalas de dó a si. Enquanto o fazia gostava de sibilar. Acabou a cair nas silvas.
Mª Filomena Galvão, 57 anos, Corroios
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Natalina Marques ― escritiva 28

Deu voltas e mais voltas, ao brinquedo.
Não percebia nada do assunto. Pediu ajuda ao amigo, que também não conseguiu solucionar o problema.
― Vou guardá-lo ― pensou... ― Afinal ainda falta uma semana, até lá arranjo solução.
Mas a semana passou, e o brinquedo continuava esquecido. Perguntou  por ele, não soube responder.
― Por acaso leste as instruções?
― O problema, é esse, não percebo nada do que lá diz.
― Pois, tu também devias de vir acompanhado de manual de instruções.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


Chica ― escritiva 28

Quem tem vontade de ler um manual de instruções? 
Nunca tive, não sou uma dessas pacienciosas. Já saio desembrulhando e assim sou. 
Quando chegou o primeiro dos quatro "pacotinhos" da nossa vida, entre chorinhos, dores de barriga, refluxos, noites sem dormir, curiosamente não vi nenhum manual de instruções acompanhando. Em nenhum dos outros, idem.
A rota foi o amor. Tentamos acertar sempre e por vezes, pelo amor demais, erramos... Seguimos nosso coração e com ele agimos sempre!
Chica, 69 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


3°/4° B, EB de Galveias ― desafio 35

Ser feliz é poder ajudar  
“Sobre o tronco de um pinheiro bravo” voava um passarinho vermelho. Batia as asas contra um vento forte e descontrolado. Foi contra uma avestruz, partiu uma asa e desmaiou. Acordou já dentro de uma gaiola com uma tala na asa.
― Estás melhor, querido passarinho? ― disse o Renato muito preocupado.
― Piu-piu, obrigado pelos cuidados médicos ― agradeceu o passarinho.
― Não tens de quê meu lindo passarinho, eu sou veterinário da Cruz Vermelha e “Vermelho é a cor de alegria”.
3°/4° B, EB de Galveias, professora Carmo Silva
Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor
“Sobre o tronco de um pinheiro bravo” (Matilde Rosa Araújo, Segredos e Brinquedos)
“Vermelho é a cor de alegria” (António Manuel Couto Viana, Versos de Cacaracá)


Natalina Marques ― escritiva 27

Estávamos sentados à volta da lareira, a ceia cheirava que regalava.
Nada de especial, feijões com couves e alheira assada.
Repentinamente, alguém se lembrou de fazer partilhas, e cada um escolheu a sua parte.
Estávamos tão absorvidos, que não demos pela presença do nosso pai, que se apercebera do assunto.
(Mau, mau Maria, esta conversa não me está a cheirar nada bem.)
O nosso sobressalto, fez arrancar uma gargalhada à nossa mãe!!! Coisa que era tão rara.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Escritiva nº 27 - cheiros


Prazeres Sousa ― desafio 133

Levou a vida contando estradas, algumas delas, estreitas e distantes, avaliando os seus perigos, observando os seus rumos. Gostava de arriscar, caminhar noutras direções, fazer novas descobertas.
Ainda não tinha encontrado a estrada que procurava... a teimosia não a deixava desistir.
Até que a sorte lhe bateu à porta… pensou ela.
Avançou sem conhecer o terreno. E caiu!
Quando abriu os olhos, cobertos de dor, observava as silvas espinhosas ao seu redor. Estava perdida nesta estrada agreste! 
Prazeres Sousa, 54 anos, Lisboa
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Paula Castanheira ― desafio 133

Havia janelas a fugirem-lhe pelas costas
Raízes a rebentarem-lhe nos pés, em direção à terra
Caminhos, estradas, pontes, rios a encherem-se de silvas
Dedos, muitos dedos a apertarem-lhe a garganta
Gritos, tantos gritos a abafarem-se nas entranhas
Cabelos adormecidos a soltarem-se da raiz
Terramotos a tremerem-lhe nos joelhos
Espinhos, muitos espinhos a cravarem-se na língua
 Cascatas de dentes tombados num mar de sangue
As pernas bambas, pendendo sobre a vida
Acordou mergulhada em suor, confusa, perdida, vazia!
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Desafio escritiva nº 28

Detesto ler manuais de instruções, mas reconheço que são úteis. Por exemplo, para entender como funcionam as pessoas. Já vos aconteceu pensarem que seria útil que as pessoas viessem com manuais de instruções? E os sentimentos? Ui, isso é que era!

Deixo-vos aqui um possível manual de instruções:

Para otimizar o bom funcionamento do aparelho, não deverá mantê-lo fora do alcance das crianças. Recomendam-se, aliás, o toque, as gargalhadas e a energia dos mesmos para recarregar a bateria. Deverá mantê-lo afastado de desgostos e desilusões, zaragatas ou discussões e em caso de rotura procure a ajuda dum especialista: não tente repará-lo usando caixas de ferramentas alheias, pois poderá causar danos irreparáveis. Esteja atento ao ritmo da máquina e deixe-a descansar entre 8 a 10 horas.
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 36 anos, Salamanca
Escritiva nº 28 - manuais de instruções


19 janeiro 2018

Lara Fabiana Campos Salgueiro ― desafio 37

Os meninos correm no rio felizes.
O rio tem meninos que correm felizes.
Este rio é diferente, porque tem muitos percursos bons…
Os meninos correm e veem peixes com flores, montes com flores, golfinhos com flores e leões com flores…
Os meninos sentem-se felizes.
O rio sente-se feliz.
O rio sente-se muito feliz, porque tem flores sem fim.
O rio sente-se muito feliz, porque tem muitos meninos bons e felizes.
No fim do rio existem príncipes divertidos.
Lara Fabiana Campos Salgueiro, 5º B – 10 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Elsa Alves ― desafio 130

Para comigo só pensava "Que grande ESPIGA!" Por causa dum PROBLEMA com tão pouca importância, tinha à minha frente um DILEMA quase shakespeariano: devia contar-lhe a verdade ou esconder tudo com uma mentirazita piedosa? Tinha que RESOLVER a situação... Mas qual a DECISÃO certa? Eu nem sou homem de certezas... Ali só via dificuldades: contando o que se passara ia causar-lhe DOR e isso eu não queria; mentindo-lhe, sempre lhe dava alguma ESPERANÇA. Talvez fosse o melhor...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira  
Desafio nº 130 ― de espiga a esperança


Diogo Alexandre Gaspar Nine Barros ― desafio 37

Um helicóptero chegou e retirou o Diogo do gelo. Foi um instrumento preciso, que puxou o Diogo do sítio misterioso.
No mundo do Diogo tudo é frio menos o minúsculo dedo mindinho.
― Quem és tu?
― Sou um excelente inventor dos brinquedos de gelo. E envio os brinquedos de gelo do Monte Destino Misterioso, todos os meses.
O sítio misterioso dos brinquedos de gelo tem um cofre cheio de bonecos, brinquedos e um professor diferente, feiticeiro…
Diogo Alexandre Gaspar Nine Barros, 5º A – 11 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A



Sérgio Felício ― desafio 8

Liberto
Leonardo parado de compor letras após três meses, sente aperto de parar o sossego de tocar teclado do ordenador…
… como se sente prestador ao compor!
Apesar de parado, dado processo decente, pôs-se contando contos.
Alcançaram cooperação para comprar ordenador para o “people”… as pessoas.
Compor letras é marcante, mas nem sempre pode. Leonardo carece de amparo e nem sempre o tem por lapso de pessoal. Leonardo tenta compreender… sente cólera… tem de se adaptar…
A compor solta-se.
Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

Maria da Graça Limas ― desafio 37

O primeiro erro é esquisito e difícil de entender.
O segundo erro é triste e ouve monstros.
O terceiro erro é feliz e tem sonhos.
O erro seguinte é rei de preguiçosos.
O quinto erro é um mentiroso no reino dos impostores.
O sexto erro é um sítio onde ninguém é bom.
O sétimo erro vive de noite e só dorme.
O erro que vem depois vê um mundo oposto.
O nono erro lê livros…é esperto.
Maria da Graça Limas, 5º A – 12 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Isabel Pardal ― desafio 133

Cair nas Silvas? Ideal mesmo era ter tropeçado nas Pereiras! Essas sim, valia a pena cair aos seus pés, embaraçar-se nos fogosos olhares e ficar estatelado a mirar aquela pele sublime, de alabastro! Mulheres orgulhosas, portes soberbos, voz imponente, vontade férrea. Agora, as Silvas? Umas peneirentas sem razão... A mãezinha bem sabia quem elas eram, sempre a chamar-lhes vulgares. E eu logo vou acabar por me casar com uma! Como é que eu fui cair nas Silvas!?
Isabel Pardal, 53 anos, S. João da Madeira
Desafio nº 133 ― cair nas silvas


Sandro Soares Kingani ― desafio 37

Existe um menino que vive num mundo perdido.
O menino que vive num mundo perdido sente-se triste, muito triste.
Ele sente-se muito, muito triste porque todos discutem.
Todos discutem sem motivo.
O menino sente-se triste e só no mundo.
No inverno, ele encontrou o Kiko.
O Kiko é um menino que vive num sítio sereno, cheio de sorrisos.
Ele é sereno como o sítio onde vive e com ele o nosso menino triste, que vive perdido, sorri!
Sandro Soares Kingani, 6º B – 13 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Marta Andrade ― desafio RS 47

Aconteceu no banco
Houve um grande crime. Um urso místico vestido com um xaile foi ao banco porque estava falido. Quem o atendeu foi o seu rival bárbaro que o espicaçou mostrando-lhe que segurava com o dedo uma nota de quatro euros com um poder oculto. Esfregou-a como uma lamparina e o impossível aconteceu. Primeiro, apareceu um jaguar atrapalhado, depois, sem hesitação, uma varejeira solitária o que deu origem a uma zanga. Terminou com a sua morte.
Marta Andrade, 4ºA, Escola da Ermida, São Mamede, de Infesta-Matosinhos, prof Liliana Mendes
Desafio RS nº 47 – 23 palavras obrigatórias!

Liliana Fernandes Graça ― desafio 37

Hoje vi um herói num hotel. O meu herói é humilde, lindo, minúsculo, o melhor do mundo.
Ontem o meu herói viu um lobo e o rei Joel.
O rei Joel pediu que o lobo que lhe trouxesse um livro bom, porque existem meninos sem livros, com sonhos de ler.
O lobo procurou o livro bom, no sítio dos príncipes coloridos, onde existe um livro com um código misterioso… quem o lê descobre o código dos sonhos.
Liliana Fernandes Graça, 6º B – 12 anos, EB 2,3 do Alto do Lumiar, Lisboa, prof Filipa Neves
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A