20 novembro 2017

Ana Beatriz ― desafio 129

Eunice era violentada pelo marido. O filho pequeno e o respeito pelas tradições impediam-na de abandonar aquele antro. Após várias tentativas, acomodou-se num recanto, mas acalentava a esperança de ser feliz.  
Estava muito calejada, alguém a esmagara em lágrimas!
Um acidente despertou-a, voltou a acreditar.
Num dia de ventania, Eunice apaixonou-se perdidamente. Que tontice! Tanta alegria! Deixou de respirar ― sufocava, tremia ― fugiu.
Desencantadalamenta-se, mas perdoa-se. Mentaliza alguém que, curando as suas fragilidades, destape o seu fascínio.
Ana Beatriz, 39 anos, Lisboa
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA


Chica ― escritiva 26

A natureza humana é comprovadamente cheia de mistérios.
Atualmente convites para reuniões, encontros de amigos e ou família, de repente, ao olhar para o lado, vemos pessoas cada uma com seu celular, absortos com o olhar na pequena telinha, e dedos ágeis digitando. Ao lado, cônjuges, mães, pais são relegados à segundo, terceiro ou décimo plano.
Há de se promover a volta à presença EFETIVA! Nada substitui conversas, trocas de opiniões ao vivo!
Haverá esse retorno? Tomara!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Escritiva 26 – mistérios da natureza humana


Elsa Alves ― desafio RS 33

A história deles começou num poema. Foi-se fazendo de palavras, imaginando-se para elas um rosto e escrevendo-se a vida com as cores de cada dia. Caíram ambos em muitas metáforas, em correntes que os levaram duma margem do rio para a outra; era, afinal, uma separação. Sobreviveram algum tempo, agasalhados pela esperança duma ponte, mas alargaram-se as demoras e as desilusões. Finalmente, naufragaram em terra firme. Hoje são apenas um texto que não acabou de ser escrito.
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira
Desafio RS nº 33 – uma história de enganos


Margarida Freire ― desafio 121

Luísa pousou o livro. Endireitou-se, respirou fundo e leu tudo novamente.
NADA MAIS HAVIA A FAZER. O erro tinha de ser corrigido, antes que houvesse mais ‘acidentes’.
SE TIVESSE EVITADO… mas, o quê? O que é tinha acontecido?
Fora tão cuidadosa! Seguira rigorosamente as instruções, pesara tudo….
Afinal, o que correra mal?
AGORA RESTAVA tentar outra vez, porque…
De repente deu um salto. Fizera-se luz.
― Burra, burra… então não é que me esqueci de ligar o forno?
Margarida Freire, 75 anos, Moita
Desafio nº 121 – 3 inícios de frase impostos



Amália da Mata e Silva ― desafio RS 39

Meu Deus, como gosto de ti! É um sentimento muito forte que nem sequer sei onde se conclui. Voo no céu por ti, mergulho em profundos e misteriosos sítios, corro por estreitos ou imensos trilhos pedestres... Sonho no negrume do meu triste dormitório, sozinho, sem ti, nem ninguém. Onde e como vou obter, meu bem, o teu porte físico junto de mim?
Por fim, desperto coberto de suor do esforço que fiz em remexer tudo por ti. Amália da Mata e Silva, 62 anos, Vila Franca de Xira
Desafio RS nº 39 – história de amor sem A!


Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS 12

Joana tinha 6 anos. Era uma menina sonhadora. Possuía uma alma criativa.
Durante as noites, sonhava. De manhã, lia imenso. De tarde, escrevia poesia. Era uma romântica nata! 
Os livros faziam-na feliz. A escrita dava-lhe inspiração. Era uma criança talentosa!
Gostava de brincar sozinha.
Apreciava somente ler, escrever. 
Sonhava, lia, escrevia, divagava. Era uma mente intelectual.
Mas... abominava a escola. Aquelas disciplinas eram entediantes. Tudo era demasiado simples.
Estudava o que desejava.
Lutava contra imposições.
Liberdade... sempre!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Desafio RS nº 12 – texto em prosa com frases de 4 palavras


Amália da Mata e Silva ― sem desafio

O Abílio vivia em Braga, mas nascera em Vouzela. Trabalhava na boutique do Azevedo.
Quando chegava a casa, beijava a sua Bárbara e logo ia correndo para os Bombeiros Voluntários... Mas, isto sou eu a contar porque se fosse ele diria: sou o Avílio, bibo em Vraga e nasci em Bouzela. Travalho na vutique do Azebedo. Quando chego a casa, beijo a minha Várvara e logo vou correndo para os Vonveiros Voluntários.
Língua difícil esta nossa, não?
Amália da Mata e Silva, 62 anos, Vila Franca de Xira

Susana Sofia Miranda Santos ― escritiva 8

Eu sou extremamente criativa, graças à leitura. Contudo, a minha capacidade para operacionalizar as ideias é exígua.
Assim, se fosse milionária, contrataria um cientista para fazê-lo imediatamente.
O primeiro passo seria conceber um chip para comandar o aparelho vocal das entidades aborrecidas para que, quando iniciassem sermões, conversas fúteis, se pudesse desligar, perdendo completamente o som.
O silêncio é tão agradável, pacífico e construtivo para a Humanidade... permite ler, escrever, a imaginação flui, que mais poderemos desejar?!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto
Desafio Escritiva nº 8 ― invenção que muda o mundo


Escritiva nº 26

Viajo com frequência, é um facto. Gosto de observar comportamentos humanos, é outro facto, e devo dizer que há série de coisas que, como se diria na minha terra, me “fazem espécie”, ou seja me deixam intrigada.
Uma delas é esta mania, que já se tem estendido no tempo e no espaço, de fazer filas nas portas de embarque imenso tempo antes de começar o embarque. E não me venham com a conversa de que não há lugares marcados porque é uma treta, as pessoas adoram fazer filas, tenham ou não lugares marcados. Parte boa? Agradeço ter gente organizada à minha volta, mas fico um bocadinho ansiosa porque desconfio sempre que sou eu que vou ficar sem lugar no avião ou coisa que o valha.
Outro “mistério da humanidade” é a técnica da “mochila como companheira de viagem”. Passo a explicar: há gente que, mal se senta, põe logo a mochila no lugar do lado, sendo que NUNCA vi ninguém comprar um bilhete para a sua mochila querida.
Ora quando eu tenho a veleidade de perguntar “Está ocupado?”, a cara é sempre de “Não vê que vou ter que pôr a minha mochila no chão? Como é capaz de fazer isso?”
Bom, de certeza que vocês também se encontram com estes e outros “mistérios da natureza humana”.

Eu partilho aqui um que não deixa de me surpreender:
Os auriculares inventaram-se para cada um ouvir a música que quer, mas há quem não os use como deve e insista em subir o volume partilhando o seu mau gosto com toda a gente. Por que é que só quem tem maus gostos musicais é que é assim generoso? Apelo aos amantes da boa música que saiam à rua, ponham o volume no máximo e deixem o bom gosto transbordar dos vossos auriculares para os nossos ouvidos.
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 36 anos, Salamanca

Escritiva nº 26 – mistérios da natureza humana

17 novembro 2017

Luís Capela ― sem desafio

Mandasse no mundo
Se mandasse no mundo acabava com residenciais. Mandava todos para casa.
Lá, haveria camas robot… movimentavam-se. Os braços e mãos cama robot levantavam-me da cadeira e deitavam-me na cama e vice-versa.
A banheira ficava debaixo da cama… robot despia-me a roupa… cama virava-se para baixo. Entrava e tomava banho! Robot erguia-me, máquina de vento secava-me e na cama vestia-me. Tocava estalos com os dedos, saía comida do tecto… abria a boca, petiscos caíam dentro de mim. Se…
Luís Capela, 33 anos, Mealhada


Martim Mendes ― desafio 129

S. Martinho, valente soldado, procurava uma donzela. Grande tentativa! Caminhou pela floresta, mas uma tempestade desabou, derrubando-o do cavalo. Ele, cheio de fome, de frio e abandonado pelo cavalo, encontrou castanhas. Martinho arrastou-se para uma gruta, encontrada milagrosamente, resolveu aquecer-se e alimentou-se com os frutos secos. De repente, apareceu um agrupamento de pessoas, que espreitaram pela entrada. Vinha a donzela Altina, segurando o cavalo fugitivo. Houve tanta algazarra que resolveram acampar no Castelo de Almourol, em Constância.
Martim Mendes, 13 anos, 8.º D- Escola Eugénio de Castro – Lisboa
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA


Sérgio Felício ― desafio 7

Ilha
Entrei numa ilha.
Tanta água à volta da terra.
Sete palmeiras, alguns animais - sete espécies!
Azuis cor do céu, branco das nuvens, castanhos de areia quente, verde… faz-me lembrar uma imagem… paz!
Na ilha estavam sete pessoas. Verdade seja, sete seres de outro planeta. Falavam sete línguas que ninguém percebia… apenas eles.
Aqueles sete indivíduos foram ali parar por ser uma ilha deserta. Ali eu fui parar perdido. Ficámos assustados com sete olhares e ali permanecemos distantes.
Sérgio Felício, 37 anos, Coimbra
Desafio nº 7 – história onde entre 7 vezes o número 7


16 novembro 2017

Rita Vale ― desafio RS 9

No meu décimo aniversário, já não via o meu pai há um mês.
Divertia-me imenso com as minhas amigas, abria prendas, cantávamos, dançávamos, festejávamos, etc...
Chegou o momento de me cantarem os parabéns. Entretanto, a minha mãe disse-me que tinha uma última surpresa. Mandou-me fechar os olhos, e, quando os abri, deparei-me com o meu pai a olhar para mim.
Agarrei-me logo a ele a chorar de alegria e prometi-lhe nunca mais o largar. Que grande surpresa!!
Rita Vale, 10 anos, Colégio Paulo VI - Gondomar, Profª. Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


João Cruz ― desafio RS 9

Miguel, 28 anos, não tem filhos, não tem preocupações, mas não tem o que quer.
Como é um grande futebolista, não leva a vida que desejava: não sai à noite, não bebe bebidas gaseificadas, não come francesinha há oito anos, não tem namorada, não tem carro nem a casa que desejava, não se veste de marca, não tem tempo para visitar a família, em suma, não tem vida própria.
Quinze anos de carreira não valem tanto esforço! 
João Cruz, 13 anos, Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não


Maria do Céu Ferreira ― desafio 129

Promessa Honrada
Como era natural,
Atamancava à noitinha,
Depois de todos cearem,
Ia buscar a farinha.

Atalhando ao moinho,
Viu a porta destrancada,
Com a lanterna na mão,
Viu a farinha roubada…

Naturalmente anotado,
Estava um papel desgastado:

«Os meus filhos têm fome…
Para o ano, eu voltarei.
Não pago nem deixo nome,
Este pão devolverei.»

Passado um ano certinho,
Abrindo a porta trancada,
O meu pai foi ao moinho…
Essa farinha lá estava…
E nunca soube mais nada!...
Maria do Céu Ferreira, 62 anos, Amarante
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA


Matilde Faria ― desafio RS 44

Não sabia como começar, li e reli a proposta, mas nada me ocorria. Pensava numa maneira de ter um título apelativo ou, até mesmo, um texto corretamente redigido. Foi difícil encontrar as palavras, mas algo tinha que escrever. Pesquisei e nada descobri. E agora?
Um texto tem de ser sentido, não pode ser uma sequência de vocábulos “à sorte”. As palavras têm de fluir, nunca haverá um plano certo para escrever. Será que descobri o meu estilo?
Matilde Faria, 13 anos, Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva

Desafio RS nº 44 – reflexão em 44, contrário em 33

Beatriz Soares ― desafio RS 9

A melhor prenda de sempre!
Foi com dois anos que recebi a melhor prenda de sempre...
A verdade é que dava muito trabalho! Mas valeu bem a pena!
Dá para acreditar? Não foi o Pai Natal, nem a Fada dos Dentes, nem os meus tios, avós,... que ma trouxeram!... Foi umacegonha!...Uma cegonha bem simpática, que, no dia vinte e seis de novembro do ano dois mil e oito, me deu um pequerrucho rabugento e a alegria indescritível de ter um irmãozinho!
Beatriz Soares, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Francisco Vilhena ― desafio RS 9

Presentes?! Mas que excelente mote para redigir este texto… Os melhores presentes que já recebi foram os meus irmãos: António e Lourenço. Somos verdadeiros amigos e companheiros nos jogos, traquinices e brincadeiras. Divertimo-nos imenso, partilhamos tudo em família e sabemos que podemos contar uns com os outros. É um orgulho ser o mais velho dos três! Juntos, somos mais fortes, mais alegres e mais felizes. Em cada dia, com o meu melhor presente, construo um bom presente.
Francisco Vilhena, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva

Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida 

Afonso Ramos ― desafio RS 9

UM DIA FELIZ
Naquela tarde fria de primavera, eu estava a saborear uma torrada com chá, em minha casa.
Quando a minha mãe chegou, estava enjoada.
Alguns meses depois, chamou-nos para irmos jantar. Quando nós subimos, tinham-lhe rebentado as águas. Fomos diretos para o hospital. Fiquei radiante, pois sabia que ia nascer o meu irmãozinho. Essa, para mim, foi, sem dúvida alguma, a melhor prenda do mundo! Fiquei tão feliz que só sorria, saltava e corria de alegria pelo hospital!
Afonso Ramos, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva

Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida 

Amália Mata e Silva ― desafio 129

Natália, podes, por favor, dar-me aqui uma mãozinha?
Naturalmente, minha querida amiga! Já sabes que o faço com todo o prazer!
― Preciso fazer um doce natalício, mas que não leve natas... parece que a Natacha e o Natário são alérgicos, vê tu.
― Vamos então encontrar um doce que leve só leite desnatado. Assim é natural que todos fiquem bem, para podermos ir assistir à Sonata do Laginha que um qualquer magnata benemérito oferece no dia de Natal.
Amália Mata e Silva, Vila Franca de Xira
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA


Catarina Pereira ― desafio RS 9

Há sensivelmente três meses, estava de férias em Lisboa. Um dia, as minhas amigas lisboetas levaram-me a dar um passeio.
Quando chegámos a Queluz, parámos junto aos estúdios da TVI, e contaram-me que me tinham inscrito num casting para uma próxima telenovela daquele canal. Todas sabiam que o meu sonho era ser atriz e, para mim, aquela era a melhor surpresa que eu poderia ter.
Como nunca desisti desse sonho, a vida premiou-me por ser uma lutadora.
Catarina Pereira, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Ana Francisca Roboredo ― desafio RS 9

A minha amiga Beatriz deu-me um convite para a festa de aniversário em casa dela. Perguntei-lhe o que gostaria de receber. Ela confessou que já estava a pedir, há imenso tempo, uns óculos de realidade virtual aos pais, só que eles nunca lhos deram. Eu contei isso aos meus e foram comigo comprá-los.
Chegou o dia da festa. Quando lhe dei o presente, ela ficou extremamente feliz, pois, assim, concretizou um sonho. É incrível proporcionar momentos felizes!
Ana Francisca Roboredo, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva

Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida 

Joana Mata e Silva ― desafio 128

Aconteceu num dia de sol. Ela passeava junto ao rio. Parecia zangada, com um azedume fixado no rosto, sem réstia de simpatia. Ainda assim, pasmado se sentiu quando tamanha idiotice lhe passou pelo pensamento. Ficar apaixonado assim? Com a garganta seca, suores, com uma asfixia esquecida desde que tinha finalizado o casamento e arquivado sentimentos no fundo da gaveta, fechando-a à chave e deitando a mesma fora. Seria o destino tão cruel que fosse passar pelo mesmo?
Joana Mata e Silva, 31 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 128 – 12 palavras com 4 no meio


Tomás Almeida ― desafio RS 9

No Natal de 2016, estava com a minha família a comemorar esta festividade e a ver televisão quando resolvemos que já estava na hora de abrirmos as prendas.
Então, a minha mãe deu-me uma caixa muito grande e, quando a abri, vi que integrava outra caixa e… outra ainda... Depois de abrir a quinta, lá estava a tão desejada Playstation4.
Foi uma tortura abrir aquelas caixas todas, mas valeu a pena! Era aquilo que eu mais desejava!
Tomás Almeida, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Inês Moreira ― desafio RS 9

Tinha quase sete anos e andava a implorar aos meus pais por uma cozinha de brincar, que tinha visto numa loja para crianças.
Após imensa insistência do pedido, no meu aniversário lá ma deram. Fiquei radiante, pois mudou a minha vida.
O problema é que tive de montá-la, e adormeci enquanto o fazia, por isso mesmo, o meu pai continuou sozinho, para que eu, quando acordasse, tivesse o prazer de já a ver pronta. Inventei inúmeras receitas!
Inês Moreira, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Elsa Alves ― desafio 28

Há uns anos, pelo Natal, decidi oferecer ao meu afilhado um aquário: contacto saudável com a vida marinha. Tanque, apetrechos, um cardume de peixinhos, tudo coberto por um lençol, destapado à meia-noite, perante os olhos esbugalhados do miúdo. Catástrofe... termostato avariado, temperatura alta, os peixinhos todos mortos...
A prenda passou a ser um envelope bem recheado... Felizmente, não houve consequências nefastas no desenvolvimento do rapaz. Hoje o seu prato preferido é uma bela posta de salmão grelhado...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira
Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano


Luís Henrique Lima ― desafio RS 9

E trabalhei muito para o conseguir! Mas a minha mãe, que considera ter um cão uma grande responsabilidade, não mo queria oferecer.
Tive de me comprometer a dar-lhe de comer, a passeá-lo, a brincar com ele e a dar-lhe banho.
O meu cão chama-se «Speedy» e, como o nome indica, ele é muito rápido e hiperativo!
Eu adoro brincar com ele, considerando-o o meu melhor amigo! 
Luís Henrique Lima, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Diogo Borges ― desafio RS 9

Há alguns anos, estava eu a brincar quando me chamaram para ir ao hospital. Perguntei o que íamos fazer e responderam-me que era surpresa. Quando lá chegámos, esperámos até que nos chamaram para uma salinha. Ali dentro, estava uma criança que eu não conhecia e perguntei quem era. Só me disseram "Aquela menina é a tua nova irmã!". Inicialmente, não reagi. Foi um momento que encaixava bem um "Como?!", mas não tinha vontade de falar. Fiquei felicíssimo!
Diogo Borges, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Margarida Freire ― desafio 89

Era uma vez uma planície mágica, onde Fauna e Flora conviviam amigavelmente.
Numa bela manhã, enquanto o ELEFANTE deslizava graciosamente sobre os nenúfares do lago, as donzelas discutiam a novidade – o LÍRIO voltara a florir.
Uma TOSSE seca acabou com a algazarra.
O Velho Rei, que não era para brincadeiras, acordara. Abriu lentamente os olhos - era estrábico, coitado. Viu o elefante, acabadinho de sair do banho,….. zás. Atirou-lhe o AGRAFADOR à tromba.
Depois, enroscou-se e adormeceu novamente.
Margarida Freire, 75 anos, Moita
Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador


Miguel Fonseca ― desafio RS 9

Inicialmente, até gostava desta atividade, mas, com o passar do tempo, fui-me apercebendo de que não era o desporto com que eu mais me identificava.
Sempre demonstrei aos meus pais que o meu fascínio era o futebol e não o karaté. Então, passado algum tempo, concretizaram o meu sonho.
Deixei definitivamente o karaté e fui para o futebol de salão, que ainda hoje pratico e com o qual me sinto realizado.
Miguel Fonseca, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Ana Rita Barreiro ― desafio RS 9

Há um ano, os meus pais acordaram-me de madrugada! Nunca os tinha visto tão apressados como naquele dia. Mal me arranjei, verifiquei que estavam a carregar malas. Então, é que eu não percebi mesmo nada. Entrei no carro, ensonada, e quando me apercebi, o meu pai estava a estacionar em frente ao aeroporto. Onde iríamos? Dirigimo-nos ao Check-in, para entregarmos a nossa mala, e a hospedeira “estragou” a surpresa, exclamando “Que boa prenda ir à Disneyland!”. Viva!
Ana Rita Barreiro, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva

Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida 

Amália Mata e Silva ― desafio 129

Transferi para outro dia o transporte dos transistores para a cidade transmontana de Vila Real, devido a trabalhos numa estrada. Devia transpor uma ponte em Trajouce e os trabalhos tinham-se atrasado.  Era urgente, contudo, ser rápido porque o transporte seria depois feito num grande transatlântico que partia de Leixões para a Transnístria, uma nação transcontinental na Moldávia, cuja capital é a cidade de Tiráspol. A outra parte da mercadoria iria no comboio transalpino para ser transformado.
Amália Mata e Silva, Vila Franca de Xira

Desafio Rádio Sim nº 5 – 7 palavras com TRANS––

14 novembro 2017

Rodrigo Santiago - desafio RS 9

Indubitavelmente, a minha melhor prenda seria um irmão. Esse presente surgiu-me em sonho.
Após deitar-me, cansado e reconfortado pelo aconchego dos lençóis, adormeci e o mais belo dos sonhos aconteceu: alguém segredava ao meu ouvido:
― Sou teu irmão!
O meu coração iluminou-se, radioso, perante tal afirmação. E, magicamente, sobrevoámos terras de fantasia. Sorrimos e cantámos como passarinhos frágeis, mas livres. Eu estava infinitamente feliz.
Repentinamente, o despertador tocou. Saltei da cama, agitado, gritando:
“Volta para mim!”.
Rodrigo Santiago, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Andrea Ramos - desafio 59

Não sei quando te poderei abraçar. Mesmo que não me abraces eu não chorarei. Não suplicarei esse abraço. Embora o deseje não desespero. Esperarei sempre por ele. Não me gabes a paciência! Não quero que digas absolutamente nada, vem abraçar-me apenas. E esse abraço não será o fim, acredita.
E quando acontecer não ficarás indiferente, sei.
Não conheces quem te abrace assim.
Não sabes o sabor que tem.
Não sejas louco.
Não digas que não te avisei.
Andrea Ramos, 41 anos, Torres Vedras
Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não


Gonçalo Sousa - desafio RS 9

Quando tinha nove anos, nas férias de verão, fui a um local inesquecível, com os meus avós, tios e primos. Esse sítio era o Badoca Safari Park, no Alentejo. Foi um dia espetacular, no qual pudemos observar muitos animais selvagens, num ambiente muito diferente, natural. Viajámos numa espécie de comboio, que nos permitia estar muito próximo dos animais. Este dia foi, indubitavelmente, um dos mais fantásticos que já pude viver, em família, de toda a minha vida.  
Gonçalo Sousa, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Elsa Alves - desafio 28

Tarde de domingo com a minha neta Inês. Ela agarrada ao telemóvel; eu, silenciosa, desfrutando a sua companhia. Saiu-me da boca: "Irra, é quase Natal!" Senti o olhar crítico dos onze anos inocentes da Inês: "Avó, tira essa palavra horrível! Põe Felizmente. Tu adoras o Natal!" Voltou para o telemóvel. Segui o seu conselho. Depois, decidi escrever este texto. Não é que ficou, logo à primeira, com o número exato de palavras do desafio? Milagrosa magia natalícia!!!
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca Xira
Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano


Miguel Fonseca - desafio RS 9

Quando tinha nove anos, recebi uma das melhores prendas, até hoje. Essa prenda foi-me dada pelo meu tio-avô Sérgio, de quem eu gostava muito. Sem eu estar a contar, ele ofereceu-me uma moto-quatro. Eu acho que ele ma ofereceu, porque sempre que eu ia lá a casa, a primeira coisa que eu fazia era pedir para andar nela. Quando a recebi, fiquei tão feliz, que pedi logo para andar com ela, com a ajuda do meu pai. 
Miguel Fonseca, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


Margarida Freire - desafio RS 26

O Viajante resolveu pousar a Máquina na encosta, perto da Ruína.
Olhando atentamente em volta, descobriu um RALO, quase coberto de margaridas.
"Que será aquilo? Mais de um METRO... mal dava por ele."
Curioso, aproximou-se, sem descobrir onde 'pousara'. "Um DOCE a quem ajudar!"
Quase morreu de susto. Um cão enorme saltara, PEÚGA na cabeça.
"É de JUSTIÇA não assustar as pessoas, não achas grande pateta?"
"O RELOJOEIRO amalucou. Vem aí. Traz a bomba! ". Sebastião, finalmente, acordou.
Margarida Freire, 75 anos, Moita
Desafio RS nº 26 – 7 palavras impostas em 7 frases de 11 palavras



Cristina Almeida - desafio 129

Leite?! E com nata? A franganita está farta de saber que não aprecio leite e muito menos assim. Francamente, não merecia esta desconsideração! Não fora estarmos à porta do Natal, e a ingrata veria! Traga-me um café… significativamente curto! Mas o que é isto? Onde tem a cabeça, Natália? Café cheio, nem pensar. Arre, que distraída. Essa qualidade foi adquirida ou é inata?
Estou a ficar desatinada. Chega por hoje. Estou farta. Sirva-me antes qualquer coisa enlatada!
Cristina Almeida, 57 anos, Maia
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA


Lara Costa - desafio RS 9

No ano passado, na aldeia … um dia especial – “Aniversário”.
A minha priminha Inês pediu-me uma caixa de papelão.
Franzi o sobreolho e pensei: mais uma criancice como de costume: Faria uma casinha? Um foguete?… Só imaginação!
Eu trocava mensagens, ela, caixa na mão:
- O que fazes, Inês?
Ela, empolgada, ordenou:
- Levanta-te!
Afinal, nem casinha, nem foguetão! Apenas ela em cima da caixa, quase do meu tamanho, deu-me um grande “xi coração”!
Fofo, não acham?
Lara Costa, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida


3°/4° B, EB Galveias - desafio 8

Cantora da moda                                                              
A mãe da Rosa está no TOP.
É a cantora da moda, tal como a Popota.
Neste Natal desloca-se ao Porto.
A Teresa e a Rosa transportam o cão, o pato, o rato e o porco, eles são as mascotes do ano.
Entram no palco e começam a saltar de emoção. São as estrelas deste Natal!
Têm o dom de cantar. Cantam e encantam por onde passam.
― STOP! Está a passar a dama com uma mala espantosa!!!!!!!
3°/4° B, EB Galveias, professora Carmo Silva

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

João Sobral - desafio RS 9

No fim do curso, procurei um emprego associado à engenharia, mas tornou-se muito complicado arranjar alguma empresa onde trabalhar. Passado um ano, ainda não conseguira nada, até que, numa festa, conheci um amigo do meu primo que trabalhava nessa área. Conversei com ele e contou-me que havia uma vaga. Pedi-lhe que falasse com o patrão para ter uma entrevista e poder ficar com o lugar, o que se concretizou. Foi a melhor prenda que já me deram!
João Sobral, 11 anos, Gondomar, Professora Raquel Almeida Silva 

Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida 

Elisabeth Oliveira Janeiro - desafio 128

Males e Remédios
Irondino, esculápio e barbeiro, ficava preocupado com males de garganta que grassavam na aldeia, pasmado mesmo com alguma descabida idiotice que pairava no ambiente.  Sol a mais diziam uns, azedume e maus fígados outros.
Réstia de esperança afinal subsistia, finalizado o exame aos gorgomilos, arquivando-se os respectivos verbetes na gaveta. E tudo fluía normalmente. Asfixiados, felizmente nunca se registou. Rio de aldeia é refrigério. E as maleitas desapareceram velozmente, tal corrida de avestruz em dia de predador.
Elisabeth Oliveira Janeiro, 73 anos, Lisboa

Desafio nº 128 – 12 palavras com 4 no meio

José Francisco Sousa - desafio RS 9

Estava, numa bela noite de Natal, a ver os presentes que tinha recebido, quando encontrei o melhor presente do mundo: uma televisão enorme para pôr no meu quarto.
Fiquei surpreendido com a prenda e, ao mesmo tempo, radiante, pois era um sonho que eu tinha há muito tempo. Os meus pais, entretanto, disseram-me que a tal prenda teria de ter uma contrapartida da minha parte, ou seja, tirar boas notas, estudar e, não menos importante, portar-me bem.
José Francisco Sousa, 11 anos, Colégio Paulo VI – Gondomar, prof.ª Raquel Almeida Silva

Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida 

Theo De Bakkere - desafio 129

Direitos dos animais
Eram patriotas, uma elefanta agigantada e uma anta. Sendo jamais veneradas como Santas na Índia, sua terra natal. Esses mamíferos santarrões com suas trombas encantadas viviam agora uma vida antagónica num zoo em Antlanta. Sentiam-se atanazados porque deviam viver perpetuamente entre muros de betão sem alguma plantação. Além disso, frequentemente havia visitantes malcriados que, somente para pintar a manta, os bombardearam com porcaria. Até o dia feliz em que conseguiram fugir e pedir asilo político numa embaixada.
Theo De Bakkere, 65anos, Antuérpia, Bélgica
Desafio nº 129 – palavras que vêm de NATA