31 dezembro 2017

Elsa Alves ― desafio 59

Teria que dizer-lhe novamente NÃO? Convidara-me para o cinema; respondera-lhe NÃO. Tentou-me com um concerto: NÃO, NÃO quero música. Podíamos jantar fora...Teimoso, NÃO! Só ali abaixo à pizzaria. NÃO, NÃO!!! Já vi que NÃO consigo convencer-te. Pronto vou-me embora. Isso é que NÃO vais. NÃO vou? NÃO, claro. Tens que ajudar-me a mudar o frigorífico. Querida, isso NÃO! Doem-me as costas. NÃO queres que fique doente, pois NÃO? Decisão tomada: fomos deitar-nos os dois, bem aconchegadinhos...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não

Ana Maria Silva ― desafio 8

Tento apontar, mas a mente escapa. Penso em dar à sola, dar asas, raspar-me até escapar-me, mas não é opção. A carola está às rodas com pensamentos e não para! Apetece-me desaparecer…
Tento ser sensata para apresentar este relato a tempo, até lá tem de ter setenta e sete termos completos e certos.
O sono aparece, tento não adormecer. Peço para encerrar e até desaparecer.
Nada acontece. Está parado sem pensamento. Nada resta a não ser parar…
Ana Maria Silva, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C


Maria Silvéria dos Mártires ― desafio 132

A minha passagem de ano
fui a VOAR para ROMA
para ver o meu AMOR
levei-lhe uma linda ROSA
mas roída por um RATO
este disse que não tinha FARO
pensou que era uma BROA
pelo que não se fez de CARO.
De repente pus-me a ORAR
Ao ver o meu bem que é ATOR
no palco do teatro lindo e RARO atuar,
de mãos erguidas ao céu junto à PROA dum barco.
uma OBRA maravilhosa na ORLA do meu coração MORA.
Maria Silvéria dos Mártires, 70 anos, Lisboa
Desafio nº 132 ― AOR + 1


Maria de Jesus ― desafio 37

O unicórnio Rodrigo é um bicho misterioso tipo um equídeo, que tem um corno comprido e retorcido, com quem o Miguel se diverte nos sonhos.
É um unicórnio meigo, divertido, veloz e cusco, que quer descobrir todos os segredos do Miguel.
O Miguel encontrou o tio e contou-lhe que tem sonhos com um unicórnio que quer descobrir os seus segredos.
O tio sorriu, pois o menino soube reproduzir um resumo do sonho que teve…
Que lindo sonho!!!
Maria de Jesus, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Jaime A.― desafios 28 e 29

Fora o Natal em família, com a azáfama e as correrias do costume: as últimas prendas, as sempre incompletas listas de compras do supermercado – ah claro!! a limpeza da casa bem a fundo com os miúdos e o cão sempre a meterem-se entre as nossas pernas… terei esquecido alguma coisa?
Bem, entre o Natal e o Ano Novo o emprego fora um bálsamo. Noite de fim de ano? Encostadinhos a ver o fogo de artifício da nossa janela!
Jaime A., 52 anos, Lisboa
Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano
(Mais textos em www.soprodivino.blogspot.com

Ana Catarina Viegas ― desafio 8

O macaco está no ramo a comer pesado côco, mas encontra a macaca dos raros pensamentos com o nome de Mena.
O macaco sente-se encantado por ela, e ela está encantada por ele.
Trás! Ela repara nele após os corações começarem a saltar compassadamente.
Passado certo tempo, começaram a namorar. Após o namoro de sete anos, casaram-se serenamente.
Despedem-se da terra deles e planam para certo espaço.
Começa este amor lindo e terno, para todo o sempre.
Ana Catarina Viegas, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C


Quita Miguel ― desafio 132

Apaixonado
Dora recebe uma rosa minha com amor e cora. Tão raro dar-lhe algo, que a deixei com a cabeça à roda. Foge, só parando junto à nora para recuperar o fôlego, apoiada no mais belo ramo da roça.
Sigo-a e paro no adro da igreja. Queria levá-la a Roma, mas é tão caro.
– Orai por mim! – oiço-a dizer e algo troa na minha cabeça, ordenando-me que entre e a peça em casamento.
Ela assustada, desmaia-me nos braços.
Quita Miguel, 58 anos, Cascais
Desafio nº 132 ― AOR + 1
Faça aqui o download do conto «Sonho Esventrado» https://www.smashwords.com/books/view/595005

Leandro Lopes ― desafio 37

Um morcego voou de certo sítio, chocou no cofre do senhor Miguel.
Este procurou ver de onde surgiu o ruído. Encontrou o bicho morto e enterrou-o no terreno do vizinho Bruno.
O senhor Bruno teve um desgosto muito profundo e decidiu oferecer-lhe um coelho preto. O seu nome foi logo escolhido: Morcego!
O coelho Morcego, um preguiçoso e teimoso, prejudicou o seu novo dono.
Dormiu dentro do frigorífico e desobedeceu muito, porém é um coelho muito fofinho.
Leandro Lopes, 6ºA, 14 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Paula Coelho Pais ― desafio 132

Ouvíamos o sino a soar ao longe. Aves a voar, uma roca a girar, o chiar de um rato. A água que dançava na nora. Um raio que requebrava no ar. Sonho agora as viagens de um filme na proa de um navio. É hora dos silêncios. Cora a roupa na erva, lá foraMora em mim uma luz rosa. Recordo Dora e o seu amor. A saudade crua. O olhar raso de água, voltado para mim.
Paula Coelho Pais, 56 anos, Lisboa
Desafio nº 132 ― AOR + 1


Afonso Santos ― desafio 8

Ter de passear sempre na mesma pessoa, crescer sempre na mesma terra e morrer na mesma casa. Começamos a moer-nos por dentro e a morrer, nesta estrada com altos de onde podemos saltar e descansar. Na nossa casa, o sol não entra. Na casa encontro passarões pretos. 
Não amo nem desamo esta casa tão pacata. De acordo com os apontamentos da mãe Leonarda, ela esconde no caderno de anedotas raras, ela adora compô-las e lê-las para nós.
Afonso Santos, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C


Maria do Céu Ferreira ― desafio 131

Hermengarda
Hermengarda cozinheira
Era muito apancanada,
Enxia a cozinha inteira
Na curtição da pancada!

Cantava enquanto mexia,
Remexia com picante,
O pudim todo tremia
E Hermengarda ondeante.

Na hora da refeição
Aumentava a cantoria,
Dançava e temperava
Como numa terapia…

Punha manga e aguardente
E vinagre e goiabada,
Ria ao ver bufar a gente
Da comida tão amarga!

Bebia vinho da Guarda
Que deitava numa taça,
Abanava, temperava,
Fumegava de pirraça…

E, por fim, já tropeçava,
Hermengarda avariada!
Maria do Céu Ferreira, 62 anos, Amarante
Desafio nº 131 ― Hermengarda Pirraça sem S e L


Gonçalo Patrício ― desafio 37

Um homem escreveu um livro sobre um menino horrível. Num mês, experimentou e contou-lhe o seguinte conto:
Num inverno, um terrível menino disse muitos nomes feios e depois foi rir e comer.
Esse menino tem um dente de ouro e um pescoço de ferro!
Nisto, surgiu um super-homem que explodiu com os mordomos horríveis dum colégio.
Hoje o presidente fugiu, contudo o menino viu tudo. Ele disse que foi incrível e épico!
O menino quis o livro. 
Gonçalo Patrício, 6ºA, 12 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Margarida Avillez ― desafios 28 e 29

Cai o pano, acabou o ano. Estalam os corações, agitam-se as emoções. Quem vem a seguir? Saberá sentir...? O céu brilha como fogo. Acaba o ano, vai começar de novo. No interior de cada um começa o sonho. Sonho de novo, parto para longe. Isolo-me como um monge. Abro os olhos vejo o palco cheio de memórias. Não vou partir e esquecer as histórias. Agarro-me a tudo passado e presente. Atravesso o palco e sigo em frente.
Margarida Avillez, Cascais
Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano


29 dezembro 2017

Desafio nº 132

Encontrem 15 palavras de 4 letras que tenham sempre AOR + uma letra nova.
Essas 15 palavras, pela ordem que quiserem, estarão dentro do vosso texto.
Toca a escrever!

Eu diverti-me imenso, saiu assim:
O rato quer voar, mas, lá onde mora, comem broa a toda a hora e mais parece uma orca. Paro para explicar que a rota de voo ia do adro da igreja à roda da nora. O raio do bicho insiste num voo raso, como açor de longo curso e eu armo uma zaragata: é uma estupidez! Rapo o sebo ao palerma, com ramo de oliveira. Não grito vitória, o rato foge já na proa do navio.
Margarida Fonseca Santos, 57 anos, Lisboa
Desafio nº 132 ― AOR + 1
OUVIR
EXEMPLOS

Feliz 2018!!!


Tomás Apolinário ― desafio 34

Eu tinha passado pelas frases e pelos conselhos do meu tio, que ralhava muito connosco, quando nos atrapalhávamos.
Um dia aconteceu que estávamos pacientemente a contar histórias assustadoras para não as esquecer.
Fomos procurar pelos nossos pais para nos consolar dos sítios simples e esquinas assustadoras e acabamos com os ombros cortados por pessoas que estavam vestidas de zombies com facas verdadeiras, o que nos fez ficar muito assustados e assim acabou a minha história de terror.
Tomás Apolinário, 6ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira
Desafio nº 34 – grelha de 16 palavras obrigatórias


Isabel Lopo ― desafio 28

Naquele Natal as bolas de vidro doiradas viram chegar com desagrado as novas de plástico. «Não nos vamos misturar com estas foleiras. Bem basta terem mudado as luzes por outras a piscar. Até parece que estamos numa feira! Agora conviver com chinesices é uma despromoção…»
Despromoção foi quando as crianças chegaram. Adoraram as luzes intermitentes e as bolas encarnadas inquebráveis. As doiradas, essas voltaram para dentro da caixa de papelão, onde se guardavam as «fora de moda.»
Isabel Lopo, 71 anos, Lisboa
Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano

Diogo Seixal ― desafio 37

O Guilherme pensou em ir ver o shopping por querer investir num peixe. Fomos todos juntos, eu, o Bruno, o Miguel, e o Hélio. Todos com opiniões diferentes, o que dificultou o cumprimento do objetivo. Porém no corredor vimos o nosso querido e velho professor de português. Ele gostou de nos ver felizes e contentes, nós tivemos gosto em revê-lo. Foi um excelente reencontro! Desde que ele se foi, tudo mudou… Contudo, mesmo sem ele conseguimos vencer!!!
Diogo Seixal, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Helena Rosinha ― escritiva 27

Há dias, numa tarde soalheira, estando a porta do terraço aberta, um certo odor, insinuando-se, transportou-me ao tempo de infância. Revisitei os tempos em que a minha irmã e as amigas se deliciavam cozinhando num mini fogareiro de barro. Na panela de alumínio coziam batatas e cenouras arrancadas da horta da avó, adicionando-lhe hortelã, que originava um cheiro tão característico. A brincadeira durava até que eu, birrenta, acordada da sesta, punha fim à harmonia e cumplicidades gastronómicas.
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira
Escritiva nº 27 – cheiros


Rodrigo Peres ― desafio 34

Na aldeia dos Sítios, Maria ia a passar connosco numa esquina, quando um menino tropeçou nela, ficando com uma simples ferida no ombro. Começou a ralhar com ele e a procurar as suas coisas. Apareceu o pai que disse algumas frases para o consolar e aconselhar a pedir desculpa a Maria. Acontece que ela estava a contar e gritava para saírem, que estavam a atrapalhar a sua contagem. Pai e filho, pacientes só queriam esquecer o episódio.
Rodrigo Peres, 6ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira
Desafio nº 34 – grelha de 16 palavras obrigatórias


Mafalda Domingues ― desafio 80

Neste Natal, a aranha friorenta teve de sobreviver ao frio, por isso, fez uma teia-cobertor para se tapar. Além desse cobertor arranjou um aquecedor para se aquecer. Mas ela tinha um problema: estava tão gelada que quase não conseguia enfeitar a sua árvore de Natal, que haveria ela de fazer?
― Tive uma ideia! ― disse a aranha. ― Como consegui fazer o cobertor, vou fazer um casaco daqueles muito quentinhos.
A nossa aranha conseguiu sobreviver ao frio deste Natal.   
Mafalda Domingues, 6º A, Escola Dr. Costa Matos, prof Cristina Félix
Desafio nº 80 – o Natal da aranha


Carolina Teixeira ― desafio 37

Sempre te procurei nos sonhos, no céu, com todo o meu querer.
Em modo infinito, interrogo o silêncio em que me envolvi.
Onde dormes? Quem ouve os teus profundos suspiros?
O frio impõe-se num ponto luminoso em noites de luz muito forte. Busco o teu ser e sonho-te.
Quero ver-te dizer tudo num forte e no meio do rio entre cerdos sozinhos por muito tempo.
Nesse sítio oculto, fugiremos no tempo e verteremos pingos dos nossos olhos.
Carolina Teixeira, 6ºA,11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Amália da Mata e Silva ― desafio RS 9

25 de Dezembro... Ainda mal o dia clareava, saltava da cama e corria para a chaminé, procurando o sapatinho com as prendas trazidas pelo Menino Jesus. Além dos chocolates, dos lencinhos e do livro de histórias, havia um embrulho diferente. Que seria? Curiosíssima, abri e... lá estava a mais linda boneca que tinha visto.
― Foi o teu padrinho que te mandou de África ― disse a mãe.
― Vou chamar-lhe Maria, a minha Maria!
E embalei-a amorosamente. Ela adormeceu.
Amália da Mata e Silva, 62 anos Vila Franca de Xira
Desafio Rádio Sim nº 9 – A melhor prenda que recebemos na nossa vida (não precisa de ser material, pode ser emocional)


Tiago Gomes ― desafio 8

A Ana está com o namorado no local acordado.
A pronta mãe da Ana aparece em casa para tratar cedo do almoço e a Ana com o namorado tropa tomaram o almoço na mesma casa.
Passadas três semanas, a Ana esconde salsa e torresmos no cesto amarelo.
De repente aparece o rato da mãe da Ana dentro do cesto onde era plantada a salsa.
A Ana e a mãe dela tropeçam nos torresmos, tão desastradas elas eram...
Tiago Gomes, 6.ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

Isabel Lopo ― escritiva 27

Chegou na véspera de Natal. Quis voltar à casa dos Avós, agora vazia. Percorreu as divisões cheias de memórias, mas foi na cozinha que reviveu todos os cheiros das consoadas: os perfumes dos molhos, os aromas dos doces caramelizados, o pão quente mal saído do forno...
Fechou os olhos, deixando-se envolver naquele ambiente mágico...
Quando o acordaram, saiu reconfortado pois soube que aquele Natal seria diferente. Apesar das saudades, levava consigo todos os cheiros gravados no coração.
Isabel Lopo, 71 anos, Lisboa
Escritiva nº 27 - cheiros


Pedro Pereira ― desafio 34

Passava numa esquina, quando ouvi uma voz sinistra que me estava a aconselhar a não voltar àquele sítio! Eu encolhi os ombros! Só deviam querer atrapalhar! Via-se isso em cada frase que diziam e gritavam a cada momento.
Sentei-me e só pedia para alguém me consolar. Acontece sempre alguma coisa connosco! Estes sítios são bons para esquecer o que aconteceu! Mas estavam a procurar-me! Não eram pacientes, mas queriam ralhar! Não era simples. Tinha que vos contar.
Pedro Pereira, 6ºB, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira
Desafio nº 34 – grelha de 16 palavras obrigatórias


Bianca Argel ― desafio 37

Foi de noite que tudo se decorreu.
Vítor, um pequeno miúdo, pegou no seu livro de contos e começou. Leu e leu sem interrupções… Foi nesse momento que ele percebeu que tudo pode ser escrito e reescrito de todos os jeitos e gostos.
 E Vítor mergulhou no livro como se fosse um profundo rio cheio de lindos contos.
Nesse minuto ele despertou, pensou e decidiu que no futuro, ele mesmo pode ser o escritor de novos contos.
Bianca Argel, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A



Rodrigo Lemos ― desafio 8

Leo adora menta, mas detesta mel. O mesmo é com a maçã. Ele detesta testes de ET, mas adora os de EM!
Certo tarde, ele troca a pasta e parte as canetas todas. Após certo tempo, come tâmaras e peras.
Na terça, o Leo e o Pedro, à tarde, plantaram os tomates, salsa e os coentros no campo da escola.
Na tarde, a Ana, o Leo e o Pedro nadaram no mar e comeram pão e melão.
Rodrigo Lemos, 6ºC, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

EXEMPLOS - desafio nº 132

Ouvíamos o sino a soar ao longe. Aves a voar, uma roca a girar, o chiar de um rato. A água que dançava na nora. Um raio que requebrava no ar. Sonho agora as viagens de um filme na proa de um navio. É hora dos silêncios. Cora a roupa na erva, lá foraMora em mim uma luz rosa. Recordo Dora e o seu amor. A saudade crua. O olhar raso de água, voltado para mim.
Paula Coelho Pais, 56 anos, Lisboa

Apaixonado
Dora recebe uma rosa minha com amor e cora. Tão raro dar-lhe algo, que a deixei com a cabeça à roda. Foge, só parando junto à nora para recuperar o fôlego, apoiada no mais belo ramo da roça.
Sigo-a e paro no adro da igreja. Queria levá-la a Roma, mas é tão caro.
– Orai por mim! – oiço-a dizer e algo troa na minha cabeça, ordenando-me que entre e a peça em casamento.
Ela assustada, desmaia-me nos braços.
Quita Miguel, 58 anos, Cascais

A minha passagem de ano
fui a VOAR para ROMA
para ver o meu AMOR
levei-lhe uma linda ROSA
mas roída por um RATO
este disse que não tinha FARO
pensou que era uma BROA
pelo que não se fez de CARO.
De repente pus-me a ORAR
Ao ver o meu bem que é ATOR
no palco do teatro lindo e RARO atuar,
de mãos erguidas ao céu junto à PROA dum barco.
uma OBRA maravilhosa na ORLA do meu coração MORA.
Maria Silvéria dos Mártires, 70 anos, Lisboa

O RATO, todo feliz, abanava o RABO enquanto espreitava pelo RALO. Em FARO era RARO acontecer, mas ele encontrara em ROSA uma amiga. O namorado, ATOR, não gostava dele. Mirava-o desconfiado, pelos AROS dos óculos sem lente, assustado com a sua ROTA. Gostava de se deitar em ARCO, olhando-a através do RAMO, às voltas com a ROCA.
Tinha um sonho. Irem os dois a ROMA. À Fonte de Trévi…. Onde ambos encontrariam o AMOR. RAIO do namorado…!!!
Margarida Freire, 75 anos, Moita

Devido ao excesso de peso, Omar encara-se como uma orca, possuindo a coragem de um rato. Mas, chegar a hora de vencer a timidez!
Convidara Rosa, que mora junto de si, em Faro, para ver o filme "Massacre no Irão, paixão em Roma". Ofereceu-lhe um ramo de tulipas; esta cora imediatamente.
Os pensamentos começam a voar numa rota distante... será amor?
Os pais do jovem até oram... sabem que se Omar encontrar uma namorada, alcançará a felicidade.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

FORA com os pensamentos negativos! Conseguirá realizar o seu desejo? Um bom ATOR como ele alcançará a ROTA certa? É chegada a HORA de reencontrar DORA… Irá VOAR para ROMA onde ela estuda. Não sabe onde ela MORA mas, orientado pelo seu FARO de amante, andará à RODA até a descobrir, num RARO momento de sorte. Oferecer-lhe-á um RAMO de lírios ou, apenas, uma ROSA vermelha: não é preciso ser um presente CARO para o AMOR acontecer...
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca De Xira

– Ele há cada uma: um roaz do rio Tibre para doar! Tretas, só tretas! – diz Rosa. – O meu faro nunca engana e não é por o Borda-d’água prever um acontecimento raro em Roma que eu vou acreditar. Ora, mais depressa o Arco do Triunfo rola pelo chão...!
Mas Lora, a menina do rabo-de-cavalo, que treme quando troa o mar em fúria, que cora se ouve soar uma canção de amor, acredita e espera fiando em sua roca.
Helena Rosinha, 65 anos, Vila Franca de Xira

Ninguém do ramo de clientes no mercado reparou naquela frágil rosa que vagueava à roda do Largo de Rato, apenas o amo vigiava. Quando ela roubou uma romã, agarrou-lhe mal no rabo -de-cavalo, escapando ao chuto no rabo.
Fugia como um raio atrás dum portão com, inscrito na orla, o texto raso "sinagoga".
― Ande, menina! O rabi já está a ler a Tora ― dizia uma sora graciosa seguindo a rota do templo com um ramo na mão. 
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia Bélgica

Dora estivera fora tempo demais. Primeiro a mudança para Mora, depois FaroRoma e por fim, aquela rota por diversas cidades do Irão!
Tudo por amor à profissão. Grão a grão fez carreira e fortuna. Era um rato de laboratório.
Voar de terra em terra, qual pardal de ramo em ramo já não a satisfazia. Raio de sorte!
Sentia a cabeça a andar à roda. Seria cansaço? Estava só, vazia de vida, de companhia, de um lar.
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá

Ela crê no amor como obra divina entre os homens. Mora junto da igreja. Aos domingos após soar os sinos no adro vai doar alimentos aos pobres. Depois vai à orla vender suas coisas do ramo artesanal. Usa arco charmoso nos cabelos. Nunca muda de rota, exceto aos domingos nesta hora. Sei que veio de fora da região. As invejosas dizem ser nora de velho ator fracassado, que logo vai voar como andorinha sozinha. Quem será ela?
Antonio Tomaz Reis, 61 anos, Salvador-Bahia- Brasil

Queria fugir que nem um rato. Estava tudo programado, era raro falhar!
Não parava de orar. Faro era o destino. Paro, ouço o gemer da rola da vizinha.
 Que raio, parecia a roda do meu carro!
Os aros da janela estavam alagados, lá fora, o ralo coberto de folhas, a água cobria o passeio. Mora o Inverno!
Queria voar bem alto, entre as nuvens brancas e o deslumbrante céu azul. Chegou a hora!
O bilhete é caro.
Prazeres Sousa, 54 anos, Lisboa

MORA no monte. 
Na ORLA, um poço com uma NORA ferrugenta.
FORA feita pelo avô, quando ela ainda de ROCA na mão, brincava com seu animal de estimação. De FARO apurado, ROÍA o osso atirado pelo dono.
Uma ROLA, no RAMO da oliveira, TROA uma canção no seu ninho de AMOR.
Queria DOAR tudo, mas a ROTA da vida trocou-lhe as voltas. Pagou CARO.
Só uma ROSA vai murchando na sua campa, sem ninguém que a recorde.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela

D. Rosa mora ali mesmo na orla do Largo do Rato. Sempre vivera fora das convenções: tanto ia à Sé ouvir a Bíblia, como à Sinagoga ouvir a Tora. É uma alma cheia de amor e adora doar o que lhe sobra.
Criança, viera de Faro encantada com o voar raso das gaivotas sobre as ondas. Era feliz...
O seu sonho era visitar Roma com a filha Dora, mas ainda não chegara a hora. Talvez no Verão.
Amália da Mata e Silva, 62 anos, Vila Franca de Xira

Fia na sua ROCA com cuidados de quem borda a vida. O AMOR já se FORA da sua terra. Tudo é CARO para quem lá MORA. Há que labutar, lavar, COAR o caldo, andar numa RODA viva... Vale-lhe o trinar da ROLA, serena sem VOAR.
Chega de ROMA o ATOR e com o seu FARO artístico deslumbra-se ao vê-la. Ela espreita pelo RALO e CORA. Reconhece-o. Então larga tudo e segue a sua ROTA há muito esquecida...
Isabel Lopo, 70 anos, Alentejo

Num momento raro, paro para apanhar uma rosa. Mais três e faço um ramo para a Nora. Onde raio estará a esta hora? Nunca me ralo, mas hoje o meu faro diz-me o contrário. Estrada fora vejo uma rola voar, e atrás dela continuo o meu caminho. Passo por debaixo de um arco e sigo em direção à orla marítima. E lá ao fundo vejo o meu amor. Não está sozinha e o meu coração parte-se imediatamente.
Ana Pegado, 31 anos, Lisboa

O TANGEDOR DE ROTA
No escuro canto de uma estreita rua
sentado, como marinho na proa da barca,
fazia soar queixumeira a sua velha rota.

Por aquelas cordas rasgadas com aguda pua
capaz era de coar a roaz pena
de um amor que, oculto, mora nela.

Voar deixa lastimeira a sua chirriante voz
batendo, qual tempestuoso mar contra a roca,
os corações dos que por lá passam.

Roda pelo ar o seu zoar atroz
ferindo, qual a roxa espinha da rosa,
as almas com o seu encanto atrapalhadas.

Sob o raso céu ouve-se aquele troar
deixando as tristes mágoas lá fora escapar.
Mónica Marcos Celestino, 45 anos, Salamanca (Espanha)

28 dezembro 2017

Eduardo Campôa ― desafio 34

Em dias de chuva e nevoeiro era fácil e simples passar dias e dias a atrapalhar a paciência da minha mãe.
Enquanto ela ralhava e procurava a frase na esquina da rua, e eu procurava noutros sítios.
No dia seguinte, ela ia connosco, ombro a ombro, á procura da consola do meu irmão.
Tudo acontecia ao mesmo tempo e nós só queríamos pedir conselhos e explicar tudo que nos estava a acontecer.
Eu esquecia-me de contar estrelas.
Eduardo Campôa, 6ºC, 13 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Profª Cândida Vieira
Desafio nº 34 – grelha de 16 palavras obrigatórias


Diana Glória ― desafio 37

O mundo hoje é horrível e violento,
Seres de mentes de fogo,
De povo desejoso, ressentido,
De ótimos momentos,
e sempre vivendo o incerto.

O ser é fogoso,
Descontente,
Desejoso,
Cheio de sonhos,
Sem jeito,
Sem objetivo.

Rostos sem sentido,
Olhos fogosos,
Sorrisos cheios de orgulho,
O tempo levou tudo,
Um horror imperioso.

Um desejo de poder possuir tudo,
O desejo de ter brilho,
Muitos medos ocultos.
Escondem-se nos seus olhos,
Muitos orgulhos,
Misteriosos,
Silenciosos,
Medrosos,
Segredos.
Diana Glória, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Leonor Coelho ― desafio 37

Foi de noite que eu sonhei com um unicórnio num mundo perfeito e mítico, onde tudo revelou ser diferente. O seu chifre reluziu no momento em que me viu e, sorrindo, eu fui com ele. Consegui ver os rios repletos de peixes coloridos e o sol escondido entre os prédios feitos de nuvens.
Diverti-me imenso com este sonho inesquecível que ficou presente no meu cérebro, por muito tempo! Depois despertei… e dei-lhe o nome de «nuvem doce».
Leonor Coelho, 6ºA, 11 anos, Olhão, Escola EB 2/3 Professor Paula Nogueira, Prof.ª Cândida Vieira
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Elsa Alves ― desafio 29

Não acham bom dizer" o ano passado..."? É como se tivéssemos atravessado um rio e deixado tudo na outra margem. Porque, embora lá se incluam algumas ilusões, sentimos a alma tão livre, tão leve. Vai chegar outro ano! Novamente lá estarão ilusões. A passagem dum ano para outro é um corriqueiro fenómeno de morte e ressurreição: morte do ano velho que ressuscita como novo e morte da nossa vida velha para uma vida nova. Feliz Ano Novo!
Elsa Alves, 69 anos, Vila Franca de Xira
Desafios nº 28 e 29 – Natal e Passagem de Ano