05 abril 2017

Ana Fernandes ― desafio nº 116

Naquele dia o Zé Júlio, merceeiro do fundo da Rua do Prior, saiu de casa cedo. Os pés desceram as escadas do “Quebra-Ossos” e viraram à esquerda no arco de Almedina. O demais foi enfiado na única farpela que possuía. A cabeça, essa avolumava-se a pensar na Maria, a quem roubaram
mercadoria mesmo ali, na sua loja. Uma bela saca de legumes e carne, nem a conseguiu pagar! – pensou. As ideias aclararam-se e enfim percebeu. – Fui roubado!
Ana Fernandes, 43 anos, Santa Comba Dão

Desafio nº 116 – Zé Júlio sem T nem H

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