15 abril 2017

Isabel Pinto ― desafio RS nº 48

O mesmo rosto como outro
Recorda-se como se de um sonho vivo se tratasse. Olhava o espelho, diariamente, e dele via o seu rosto que era outro: o da amiga imaginária, com quem dialogava e vivia peripécias infantis. Ela
devolvia-lhe a possibilidade de pensar brincando e impedia a sua, sem essa presença assídua e persistente, insanidade mental e/ou défice cognitivo. O mesmo rosto sendo perceptível como diferente, com identidade própria, fora o seu salvador de uma solidão potencialmente mortífera; evitando-lhe alheamento afectivo.
Isabel Pinto, Setúbal

Desafio RS nº 48 ― um rosto diferente no espelho

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