02 abril 2017

Maria José Vitorino ― desafio nº 117

Desenham-se-me na pele mapas como protestos que o sangue transporta pela calada. Sem que saiba porquê, e dói-me.
Dizem-me que estes gritos respondem por uma palavra antiga, aqui chegada dos confins do oriente. 
Maleita de mim para mim, não chega de mim a outros. Contudo, são muitos os que se afastam, pelo medo filho do desconhecimento, como de um espelho que lhes devolve o retrato da sua alma frágil, do mundo agreste. Para eles, sorrio, escrevo. 

Maria José Vitorino, 61 anos, Vila Franca de Xira
Desafio nº 117 – uma história para ajudar a combater a psoríase

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