30 maio 2017

Natalina Marques ― desafio nº 119

― Que linda almofada, e que bela ideia bordares um CRISÂNTEMO no meio, ficou espectacular.
― Ai sim, mas aviso já que não quero ninguém sentado em cima dela.
― Porquê?
― Porque tem uma surpresa.
― E qual é a surpresa?
― Isso só quando alguém se sentar nela.
Ficou mais intrigado ainda, mas que surpresa poderia ter uma simples almofada, pensou...! Tretas, eu vou sentar-me e pronto.
Dei uma bela gargalhada, quando ouvi um grito. 
(Tinha-se espetado no ALFINETE esquecido propositadamente)
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Desafio nº 119 ― crisântemo + alfinete

EXEMPLOS - desafio nº 119

A tia Matilde era uma pessoa idosa dotada de um excelente bom humor. Gostava de se levantar cedo e logo pela manhã descia ao jardim para regar as flores já toda aperaltada, de alfinete ao peito. A sua flor preferida era o crisântemo que brilhava num canteiro ao fundo do jardim, junto ao muro.
Ali gostava de sentir o cheiro do orvalho e os primeiros raios de sol que a faziam sorrir. Não podia ser mais feliz.
Emília Simões, 65 anos, Algueirão, Mem-Martins

― Que linda almofada, e que bela ideia bordares um CRISÂNTEMO no meio, ficou espectacular.
― Ai sim, mas aviso já que não quero ninguém sentado em cima dela.
― Porquê?
― Porque tem uma surpresa.
― E qual é a surpresa?
― Isso só quando alguém se sentar nela.
Ficou mais intrigado ainda, mas que surpresa poderia ter uma simples almofada, pensou...! Tretas, eu vou sentar-me e pronto.
Dei uma bela gargalhada, quando ouvi um grito. 
(Tinha-se espetado no ALFINETE esquecido propositadamente)
Natalina Marques, 58 anos, Palmela

Balouço no bolso do avental de Odete que caminha apressada, abraçada ao molho de flores acabadas de colher. Crisântemos. Não sabe porquê, mas sempre foi apaixonada por eles. Coloca-os na jarra e guarda apenas um, vermelho, para pô-lo ao peito. O jantar vai ser de cerimónia, quer estar bonita. Eu ajudarei, prendendo o crisântemo. Eu, um alfinete inútil! A flor fará sobressair o decote. O decote fará entrever uns seios de seda. Ele declarar-se-á, finalmente. Espera ela!
Ana Paula Oliveira, 56 anos, S. João da Madeira

Confeitos de açúcar
O divino soberano nipónico sentado no trono do Crisântemo observava chateado as preciosidades trazidas por aqueles estrangeiros de narizes salientes. Apenas a caixinha com confeitos de açúcar tirou o interesse imperial. Uma das suas concubinas preferidas gostava de prová-los. Hesitando, meteu uma guloseima na boca e com uma olhada surpreendida deixou um gritinho de êxtase. Era tão saborosa!
Precisamente esta doçura que não vale um alfinete abrirá as portas do país do sol nascente para os Lusos…
Theo De Bakkere, 64 anos, Antuérpia, Bélgica

Quero ir ao baile
― Fada madrinha amada, quero ir ao baile do príncipe. Cansei dessa vida de limpeza pesada todos os dias servindo à madrasta e tolerando minhas irmãs.
― Vou providenciar; consultei meus livros e aqui tem carruagem elegante, cocheiro uniformizado, lindos cavalos.
― Preciso também de um vestido.
― Aqui está: um vestido azul, bordado, rodado, de corte perfeito. Com sapatos de cristal.
― Só assim?
― Vamos dar um toque final: dando graça ao cinto, um crisântemo preso por um discreto alfinete azul-marinho.
Celina Silva Pereira, 66 anos, Brasília, Brasil

Descontrole
Chegara o grande dia.
Maria, costureira responsável pelo figurino do noivo.
Um detalhe: era apaixonada por Rui, o noivo de Maria. 
Ele nem sonhava com isso. 
Era apaixonado pela noiva.
Ao colocar um crisântemo na lapela do terno, sentiu uma raiva por perder o amado para sempre.
Pega um alfinete e quando prende, dá uma grande fincada no peito de Rui que grita.
Nessa hora, aproveita para deixar cravado no peito, também o seu amor!
Assim fez!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil

O livro esquecido
O livro ainda estava no mesmo sítio. Abri-o com cuidado e passei a mão pelo crisântemo seco que permanecia preso por um alfinete, como se assim estivesse mais perto de ti.
Retirei-o com cuidado. Na folha amarelecida, aparecia outro crisântemo que o tempo se encarregara de pintar. 
Deixara aquele livro propositadamente esquecido, para ter uma desculpa para voltar.
Mas assim como o tempo secara aquele crisântemo, também ele se encarregara de secar os teus sentimentos por mim.
Carla Silva, 43 anos, Barbacena, Elvas

Fantástica história do alfinete de rubis
Esquecido num jardim, o alfinete de rubis, fascinado pela azáfama dos insetos visitando as flores, pelos esgares de prazer das crianças ao cheirarem os seus perfumes… pelas cores, pelo abanar das pétalas ao vento, desejou também ele, ardentemente, ser uma flor… então, algo mágico aconteceu… tocado pela fada da vida, transformou-se num belo crisântemo. Sabia que agora iria morrer um dia… e depois? Que importância tinha isso?
Entretanto, iria amar, ser amado, oferecer, receber… e… isso bastava!
Domingos Correia, 59 anos, Amarante

Naquele dia, percebeu a razão da paixão da mãe pelo alfinete colocado no casaco, fosse verão ou inverno. O pé do crisântemo era cravado de diamantes. As safiras amarelas douravam as pétalas. A revelação não podia ter maior sentido. Amargurada com morte prematura do seu amado, a mãe agarrava-se ao alfinete, oferta da viagem de núpcias ao Japão. A conhecida flor de ouro, ícone do Japão, era também símbolo do reduto da sua maior e única paixão.
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

O meu crisântemo
Hoje é o teu aniversário, não tenho nada para te oferecer. Sei que não são as prendas que contam, o nosso amor não tem mais valor por isso. Essas coisas são secundárias. Para não perder tempo, num prado coberto de flores, deslumbrei-me com um crisântemo, bonito como o teu rosto. Prendi-o à lapela do teu casaco com um alfinete de marfim, fiz-te a surpresa no jardim dando-te os parabéns neste cinco agosto. Amo-te, de ti muito gosto.
Maria Silvéria dos Mártires, 70 anos, Lisboa

Lambe-botas
Porque agora tinha mais informações sobre a nova chefe, tornava-se mais fácil escolher uma prenda de aniversário.
Pouco lhe importava ser apelidado de lambe-botas.
Escolheu os crisântemos mais belos que a florista tinha e entregou o ramo à secretária, já que a chefe estava em reunião.
Assim que ele virou costas, a secretária iluminou a face com um sorriso e escondeu no ramo um alfinete. Era a sua vingança para com o lambe-botas e a nova chefe.
Quita Miguel, 57 anos, Cascais

A planta é belíssima, adoro teatro, por isso assenti imediatamente.
Depois, comentei o facto com outra colega que considera este convite nada ter de peculiar... somos amigos, partilhamos um interesse comum.
Hoje vamos ao teatro, mas devíamos ter optado pelo cinema, pois eu só faço filmes na cabeça!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Alfinetes e crisântemos
No silêncio da lapela de dona Luísa, o alfinete observa o corpo morto no caixão. Don Tenório nunca gostara de alfinetes, deixara escrito ― quando morresse queria crisântemos brancos a iluminar-lhe o caminho para o além, mas também margaridas, jarros, rosas, uma festa cintilante a enfeitar a estrada dos céus. O branco era a cor dos anjos e o vermelho a do diabo.
Solta-se o alfinete da lapela, cai sobre a mão do morto. Pingos de sangue… vermelho.
Fernanda Botelho, 58 anos, Sintra 

Vera Saraiva ― desafio nº 118

Amor, que palavra tão simples!
Quanto ao sentimento, esse, pode ser muito difícil de descrever. A força que nos dá para lutar, contra
tudo e contra todos. O pavor e a angústia que nos devasta, quando não correspondido! A indecisão, própria de quem ama, provoca insónias, destruindo a solidez de romances sólidos. O entusiasmo em momentos de alegria.
empatia que sentimos quando lemos sobre estes e outros sentimentos, só não é sentida por quem nunca amou!
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo
Desafio nº 118 – associação de palavras

Alberto ― desafio nº 1

É pena termos fugido antes de o fogo se espalhar pela casa. Nem penses que digo isto porque tivesse gostado de o ver morrer. Confesso que naquela altura pensei: “Oxalá não houvesse mais um sorriso
nesse rosto por causa do incêndio! Oxalá também essa felicidade fosse devorada pelas chamas!”. Porém, ainda que já não me ame, não é ele que odeio. Eras só tu que eu queria ver desaparecer. Só tu, lembrança traidora. Só tu, ó fotografia!
Alberto, 22 anos, Salamanca, Espanha
Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Vera Saraiva ― desafio nº 108

fogo tinha sido extinto, finalmente, depois de tanto trabalho. A água ainda vertia pelas paredes amareladas e cinzentas. As sombras, causadas pelo fumo, nas paredes, assemelhavam-se a uma tela
de algum artista famoso. Como é possível, que tudo tenha acontecido tão rapidamente, só por ter tido um dia muito cansativo, acabando por adormecer momentaneamente, com a panela ao lume. O que vale é que não causou grandes danos, apenas umas pequenas pontas chamuscadas e nada mais.
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo
Desafio nº 108 ― 6 palavras que originam outras 6

Pintor – artista
Extintor – fogo
Detentor – ter
Contornos – pontas
Entornava – vertia
Entorpecer – adormecer

Emília Simões ― desafio nº 119

A tia Matilde era uma pessoa idosa dotada de um excelente bom humor. Gostava de se levantar cedo e logo pela manhã descia ao jardim para regar as flores já toda aperaltada, de alfinete ao peito. A sua
flor preferida era o crisântemo que brilhava num canteiro ao fundo do jardim, junto ao muro.
Ali gostava de sentir o cheiro do orvalho e os primeiros raios de sol que a faziam sorrir. Não podia ser mais feliz.
Emília Simões, 65 anos, Algueirão, Mem-Martins
Desafio nº 119 ― crisântemo + alfinete

Vera Saraiva ― desafio nº 74

Finalmente os ovinhos eclodiram, que alegria! As visitas regulares à amoreira da aldeia para ir recolher algumas folhas para os bichos-da-seda, voltaram. Ao longo dos próximos dias observo os
bichinhos a crescer, até que um dia fazem o casulo. Volta a espera e por fim nascem as borboletas, segue-se o acasalamento e surgem os primeiros ovinhos, que lindo! Num dos dias seguintes cheguei a casa… que tristeza… ali fiquei a observar no nada em que se transformaram.
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo
Desafio nº 74 – nada em que se transformara

Chica ― desafio nº 119

Descontrole
Chegara o grande dia.
Maria, costureira responsável pelo figurino do noivo.
Um detalhe: era apaixonada por Rui, o noivo de Maria. 
Ele nem sonhava com isso. 
Era apaixonado pela noiva.
Ao colocar um crisântemo na lapela do terno, sentiu uma raiva por perder o amado para sempre.
Pega um alfinete e quando prende, dá uma grande fincada no peito de Rui que grita.
Nessa hora, aproveita para deixar cravado no peito, também o seu amor!
Assim fez!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 119 ― crisântemo + alfinete

Vera Saraiva ― desafio RS nº 6

dramaturgia é uma arte incomportável com determinados comportamentos menos dignos, sendo necessário cerimoniar cada um dos papéis desempenhados, para que tudo decorra de acordo com o
que está escrito.
A última peça de teatro que vi falava de um mistureiro que no sentido figurativo, representava o Deus das Mixórdias. Cada vez que preparava uma nova mixórdia colorida, guardava-a dentro de um frasco em forma de paralelepípedo, acompanhada de um relatório pormenorizado e uma tampa a condizer. 
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo
Desafio Rádio Sim nº 6 – palavras tiradas à sorte do dicionário

Vera Saraiva ― desafio nº 110

Rosa procurava um refúgio entre as árvores, numa zona tranquila, quando, sem querer, se picou num espinho aguçado. Ainda não tinha tratado o arranhão do dia anterior e já tinha uma nova ferida
no braço. Depois de muito procurar, finalmente encontrou a solução para o seu problema, era o sítio ideal, apesar de um pouco desmembrado. Decidiu que com um pouco de trabalho e com a ajuda do seu martelo, aquele seria o refúgio perfeito para ela.
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo
Desafio nº 110 – 8 palavras obrigatórias

Desafio nº 119

Hoje, vamos ter uma tarefa bem facilitada.
Só vos peço que encontrem uma história que ligue estas duas coisas:

CRISÂNTEMO + ALFINETE

Fácil, não?

Eu fiz a minha assim:
Dar-te um crisântemo? És alérgica a flores. A tua mãe sugeriu um bonito alfinete. E dinheiro para isso? Sou um pelintra.
Contudo, podia inventar, faltava saber se irias gostar.
Comprei um manhoso, arranquei-lhe a pirosice e meti mãos à obra. Com um clip, fiz uma espiral à volta do alfinete e enrolei fios de cor. Ficou espetacular!
Fizeste um esgar. Azar! Sou agora sócio da tua mãe, numa cadeia de bijuteria, e, quando muito, herdarás qualquer coisa…
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Desafio nº 119 ― crisântemo + alfinete
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EXEMPLOS

29 maio 2017

Cristina Soares ― desafio nº 3

O vizinho do 1 está sempre a resmungar,
Eu cá a senhora do 2 gosto de muito de dançar!
Já os do 3 e do 4 andam sempre a conspirar,
Porque a do 5 não sabe estacionar!
O do 6... não pára de cantar,
Então o do 7 foi à varanda apanhar ar!
Mas o do 8 decidiu as plantas regar...
Quem não quer confusão é a do 9,
Convidou o do 10 para passear e jantar!
Cristina Soares, 38 anos, Vila Nova de Gaia

Desafio nº 3 – números de 1 a 10

Vera Saraiva ― desafio nº 25

O Sol nasce e sobe no horizonte. Pode brilhar o dia todo, aquecendo os corpos em que os raios tocam, tal como o fogo. Por vezes esconde-se atrás das nuvens e todos esperam o seu regresso.
Quando finalmente um raio espreita, todo o campo resplandece de alegria, que arrebato! Com ele estamos governados. É assim a primavera, estação das flores, da cor e dos primeiros dias quentinhos que anunciam a chegada do tão esperado verão. Que desabafo!
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo
Desafio nº 25 – palavras com sílabas encadeadas

arrebato; tocam; campo; pode; desabafo; fogo; governados

Programas Rádio Sim - semana 29 maio 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).


Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

28 maio 2017

Vera Saraiva ― desafio nº 113

O sino toca… toca sem parar.
É impossível não ouvir a perda.

Laura Garcez ― desafio RS nº 45

Temporal de Letras
Números e letras! Procuro, passo a passo, as tuas iniciais.
O percurso intenso convida-me a desistir! Não! Despenteaste a minha alma ― justifica-se o percurso.
Foi fácil, sem surpresa, correspondia à imaginação. O teu espaço era provisório, contrariando o meu. O tempo afastava-nos seriamente. Não era somente a diferença matemática, era o parecer ― esse vilão, que raramente se esconde.
Não tiveste culpa, mas o vento empurrou-me, ainda há resquícios do temporal.
Descansa, acalmei-me. Eu sabia que era capaz!
Laura Garcez, 44 anos, Lisboa
Desafio RS nº 45 – «Eu sabia que era capaz!»

Vera Saraiva ― desafio nº 115

As aulas pesam ao final do dia, quando se regressa a casa e temos dois filhos pequenos que nos aguardam no infantário e na escola do primeiro ciclo. As poucas horas que passamos juntos, por
vezes já cansados e com pouca paciência, são as mais gratificantes e importantes do dia, apesar de todos nós ansiarmos por aquele precioso momento em que deitamos a cabeça na almofada e acordamos, já no dia seguinte, recarregados para o novo dia.
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo
Desafio nº 115 – frase de Valter Hugo Mãe

26 maio 2017

Theo De Bakkere ― desafio escritiva nº 20

Isaac Newton e o strudel de maçã
Desde que uma maçã caiu na sua cabeça era um vaivém dos colegas sábios e Isaac... coitado! Devia constantemente agitar a macieira. Sua hospedeira não sabia com que santo se pegar com tantas maçãs
caídas, por isso fazia para os visitantes do erudito “apfelstrudel”, o que apreciavam com apetite. Rapidamente correu a boato que um tal Newton inventara a lei de gravitação, mas ainda mais rápido que a gravitação própria corria pelo mundo a receita do apfelstrudel.
Theo De Bakkere, 64 anos, Antuérpia, Bélgica

25 maio 2017

Cristina Soares ― desafio nº 37

Eu sou como sou
Tu és como és
Dentro do meu ventre
Somos um só!

Noites sem fim
Tudo o que desejo
Ter te junto de mim
Envolto no meu colo.

Um beijo sentido
Num rosto dorido
Um sentimento único
De quem tem um filho!

O teu riso sincero,
O teu toque etéreo,
Definem que o que sinto por ti
É o infinito!

Tu e eu somos um só!
Concebidos num sonho,
De sentimentos puros e eternos.
Cristina Soares, 38 anos, Vila Nova de Gaia
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A


Fabiana Curto ― desafio nº 3

A minha galinha tem 1 crista vermelhinha, 2 asas castanhas e bico amarelinho.
Ela teve uma ninhada de 6 pintainhos que andavam atrás dela e davam 3 pulinhos.
Começou a chover e caíram 9 pingas e a dona galinha perdeu as 8 pintas.
A dona galinha pôs 5 ovinhos e dias depois começaram a picar mais 4 biquinhos.
Ela foi alimentar os 10 pintainhos e cada um comeu 7 grãozinhos.
Assim foi a história da minha galinha.
Fabiana Curto, 13 anos, Corroios
Desafio nº 3 – números de 1 a 10

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 37

O menino Rui despertou doente e ficou no leito. O tio levou-lhe leite quentinho, esteve sempre junto dele, construindo puzzles e edifícios com o dominó. De noite, o menino Rui sentiu-se melhor com os
miminhos que o tio lhe dedicou.
Se um destino cruel surgir no nosso futuro, o melhor modo de vencer desilusões, dores e oposições é termos junto de nós um ombro de consolo... conseguiremos ver luzes no escuro e sentir um sólido porto seguro.
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto
Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Maria Silvéria dos Mártires ― desafio nº 103

Amar pelos dois
Nada mais havia a fazer, repetia incessantemente o Gustavo. Se fosse hoje, voltaria a repetir tudo da mesma maneira, nem penso se tivesse evitado a minha ida para apresentar o festival este poderia ter
sido diferente e nem teríamos conquistado o primeiro lugar. Acredito que a canção reunia todas as condições para ganhar e nasceu para ser vencedora, mesmo que não tivesse sido eu a apresentá-la. Agora restava acreditar que o nosso coração pode amar pelos dois.
Maria Silvéria dos Mártires, 71 anos, Lisboa
Desafio nº 103 – 3 frases impostas por ordem

22 maio 2017

Rosário P. Ribeiro ― desafio nº 23

Bob, o leitão da família, entrou na cozinha. Meteu logo na boca a rolha do azeite, caída no chão.
Apressada, eu esmagava alhos no almofariz. No despertador já eram 2 horas!!
O jogo fora uma confusão! Deixáramos voar a única bola de ténis para a quinta ao lado, o João tivera de ir procurá-la de Vespa, e, como não a encontrara, escrevera-lhes um papel a pedir ajuda!
Resumindo: o almoço atrasara e as pessoas chegando… que fiasco!
Rosário P. Ribeiro, 60 anos, Lisboa
Desafio nº 23 – percurso de palavras obrigatório: leitão + rolha + almofariz + despertador + bola de ténis + vespa + papel

Sandra Évora ― desafio escritiva nº 20

Na malga de vidro transparente abandonada na secretária, reúnem-se comuns clipes prateados. Destinados sobretudo ao papel, não tinha sequer pensado na sua polivalência. Até ao dia em que o
fecho das minhas calças, zangado com o seu botão, revoltou-se e renunciou à sua função. Num acesso de criatividade súbita, para encobrir o arejamento, descobri que afinal um clipe pode abraçar um botão e dar uma grande lição a um fecho. Afinal, como nós, um clipe pode reinventar-se!
Sandra Évora, 44 anos, Sto. António dos Cavaleiros
Desafio Escritiva nº20 – acidentes da ciência

Theo De Bakkere ― desafio escritiva nº 20

O moinho de café
Ela segurou tremulamente a manivela do moinho e moeu com a força que ainda tinha os grãos de café. Não podia estar sem sua chávena diária de consolo. Embora o neto, e biscateiro fervente,
inventasse especialmente para ela o moinho elétrico, usava-o apenas para lhe agradar quando estava de visita. Tinha uma aversão pela máquina desordeira. Já um tempo andava na lua e uma vez esqueceu-se de fechar a tampinha. Coitado! Grãos de café voavam no hemisfério.
Theo De Bakkere, 64 anos, Antuérpia – Bélgica
Desafio Escritiva nº20 – acidentes da ciência

Programas Rádio Sim - semana 22 maio 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).


Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

21 maio 2017

Margarida Fonseca Santos ― desafio escritiva nº 20

― Já te disse: não adianta estares a mentir-me! Quem é que partiu o meu porquinho mealheiro?!
― Já te disse que não fui eu. Só tenho culpa por lhe ter pegado, o resto é maçãs.
― Maçãs?!
― Sim, maçãs. O Isaac Newton descobriu isso quando lhe caiu uma maçã na cabeça, foi uma coisa assim. Chamou-lhe gravidade. Ou seja, quem partiu o porquinho estúpido foi a gravidade.
― Anda cá, safado, acho que ainda não percebeste a gravidade da coisa!!!
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Desafio Escritiva nº20 – acidentes da ciência

Natalina Marques ― desafio escritiva nº 20

― Sabes, avó, os portugueses, são muito inteligentes.
― Sim, porquê?
― Porque inventaram muitas coisas, a minha professora, disse que um português inventou a
passarola, uma espécie de avião. Eu quando for grande, também quero inventar muitas coisas. Ó avó, sabes se o dinheiro foi inventado pelos portugueses?
― Acho que não, porquê?
― Porque o avô, tirou dinheiro de uma caixa grande, e depois disse:
― Isto, sim. Foi a melhor coisa que os portugueses inventaram, até aos dias de hoje.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela
Desafio Escritiva nº20 – acidentes da ciência

Margarida Fonseca Santos - desafio escritiva nº 20

― Leve esta porcaria de volta ao escocês do seu patrão!
Escocês?! Pois, é que Richard Drew andava a tentar inventar qualquer coisa que permitisse pintar
carros a duas cores ― era uma modernice difícil de executar! Punha cola em fitas.
As primeiras tentativas não foram bem-sucedidas, pois esse primeiro cliente rejeitou a encomenda com aquela frase. Mas a fábrica aproveitou o «escocês», e a primeira fita-cola chamou-se Scotch (e pouparam de certeza muito em criativos para arranjar nomes…).
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Desafio Escritiva nº 20 – acidentes da ciência