30 julho 2017

EXEMPLOS - desafio nº 121

Talvez não saibas que ainda te espero.
Aqui, neste banco de memória que construi contigo, neste tudo que fomos nós. Talvez não saibas, talvez não queiras.
Contudo, tu continuas a sublimar-me nos sonhos que nunca me abandonam, nos sonhos que não deixo morrer.
Fui o herói que adoraste até me encontrares em desvio. Era a mim que entregavas as tuas certezas, era a mim que entregavas o teu destino.
Morri na tua cura, renascerei no teu perdão.
Fernando Morgado, 61 anos, Porto

Desfolhei uma margarida, folha a folha, como se fosse um malmequer. Desdobrei-me em mimos e em sonhos e dobrei, uma a uma, em acto de prece. Na desordem dos meus quereres, desobedeci a promessas e a ordens inseguras. Senti o descuido da exaltação e não cuidei os limites da obediência.
Desfraldei um malmequer como se fosse um girassol, folha a folha, com cuidado, como quem fralda o seu amor.
Ao vento pedi retorno, ao sol pedi ajuda.
Fernando Morgado, 61 anos, Porto

Era a mim que ele procurava sentado no pilar, junto à caixa de correio, a cada sexta feira.
Os vizinhos assistiam e viam-no partir cabisbaixo, quando a esperança de me ver se sumia. Dizem que se arrastava vagarosamente sem perder a estrada de vista!
Talvez não saibas, mas foste tu quem me ensinou a amar os gatos. Nunca te conheci jeito para animais, contudo, tu apresentaste-me o Jeremias e ainda bem, nunca vou esquecer aquele focinho, saudades!
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá

Era a mim, que contavas os teus segredos, estava sempre lá, 
com a minha paciência e resignação.
O teu amor não correspondido, enxugava-te as lágrimas, tentando suavizar-te a dor.
Talvez não saibas, mas também te amo em segredo,
conheço teu sofrimento porque padeço do mesmo mal.
Como te compreendo.
Contudo, tu dizias que, quando o amor batesse à porta,
era banal, não era importante, amar era para os fracos.
Enganas-te; Só os fortes conseguem amar pelos dois.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela

A mesma mulher
Era a mim que tu sorrias do outro lado da sala, e foi a mim que envolveste nos teus braços e levaste a dançar.
Talvez não saibas mas aquela foi a primeira vez, após cinco anos de solidão, que eu saía de casa. Por ti coloquei o medo de lado e durante um mês voltei a ser a mulher de outrora, acreditando que podia ser feliz.
Contudo, tu partiste, e eu voltei a ser a mesma mulher.
Carla Silva, 43 anos, Barbacena, Elvas

Era a mim que tinhas dirigido o olhar incriminado, enquanto a professora te admoestava por causa duma burla. Contudo, tu estavas enganado na pessoa, porque não fui quem te tinha traído. Talvez não saibas, mas sou o teu melhor amigo. No entanto devo dizer ainda o seguinte: Quando fazes diabruras na aula e a professora te apanha em flagrante delito, tens de agir honestamente e tomar a responsabilidade do disparate em vez de culpar outros pelo castigo.
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica

Talvez não saibas do que fui abdicando ao longo de todos estes anos. Pintei o céu da cor que mais gostavas. Deixei que outros fossem escrevendo o meu caminho. Era a mim que todos se agarravam, ignorando a minha mão estendida. Sim, eu estava ali também por mim… Também eu precisava de apoio. Contudo, tu sempre me concedeste o lugar de herói, esquecendo que também eu tinha direito a fraquejar. Ainda assim, gosto da história que escrevi!
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

A blusa de seda
Era a mim que tu pedias perdão?! A mim?! Depois de teres usado a minha blusa de seda sem autorização e de lhe teres deixado uma nódoa enorme?!
Talvez não saibas... Que digo? Sabes! Eu avisei!
Aquela blusa foi oferta de Luca, trouxe-a de Itália depois das férias. Apenas a uso em ocasiões especiais. Uso não, usava!
Contudo tu, não ligaste nenhuma. E agora queres que te perdoe?
Mas claro que perdoo. Quando trouxeres outra de Itália.
Carla Silva, 43 anos, Barbacena, Elvas

Era a mim que devias ter confiado o teu segredo. Mas foste escolher aquela pindérica para o fazeres. Fiquei mesmo lixada por teres quebrado o nosso pacto. Talvez não saibas, mas sempre foste o meu ídolo, pois apesar das borbulhas e do teu ar nerd sempre quis ser a tua amiga especial… Contudo, tu traíste-me. Não contes mais comigo, nem com os meus patins ou a minha bicicleta encarnada. E sobretudo devolve-me os tintins que te emprestei!
Isabel Lopo, “17” anos, Lisboa

Era a mim que devias ter oferecido as flores naquela noite. Talvez não saibas, mas toda a minha vida esperei por esse momento. Desde o tempo em que brincávamos lá na aldeia e trocávamos guloseimas com juras de amizade e de amor...
Contudo, tu preferiste escolher aquela pindérica, só por vaidade. É rica, bonita e isso para ti basta. Para trás ficaram os nossos sonhos como se um sopro de vento os tivesse varrido do teu coração.
Isabel Lopo, 71 anos, Lisboa

Caras e coroas
Talvez não saibas que atrás das caras com que te cruzas diariamente, existem outras caras, outros humores e outros sorrisos....
Era a mim que calhava sempre ser feliz ― insinuavas constantemente. Eu explicava-te: "quem está dentro do convento é que sabe o que lá vai dentro". Contudo, tu não acreditavas.
Aprendeste finalmente como as coisas funcionam quando foste mãe. Soube-o quando abriste aquele sorriso rasgado para a tua filha, após te teres despedido, para sempre, do teu pai.
Vera Viegas, 33 anos, Penela da Beira

Talvez não saibas, mas vou mudar de casa. Estou cansado de tanta divisão vazia e de tanto silencio em redor. 
Contudo, tu serás sempre a primeira a conhecer a nova toca. 
Tenho varias hipóteses: mudar para mais próximo do trabalho, ou mudar para o centro da cidade. Seria bom para todos nós.
Era a mim que o ouro se tornaria azul, ou a cereja enfeitava o topo do bolo; parafraseando o tio Zeferino que adorava frases pitorescas.
Alda Gonçalves, 49 anos, Porto

Trazias um rio nos olhos. Sempre que te ouvia, nascia um desejo súbito de mergulhar neles. Iluminavam-se quando cantavas, parecia que a tua voz tinha o condão de lhes dar brilho. Lembras-te daquela vez em que cantaste só para mim?
Contudo, tu, com a mania de te relacionares com estranhos na Internet, arruinaste-te.
Era a mim que devias ter contado tudo. Talvez não saibas, mas eu queria ser a mãe que não tiveste. Agora, é tão tarde!...
Ana Paula Oliveira, 56 anos, S. João da Madeira

Talvez não saibas, mas aquele homem na praça era pessoa decente, um patriarca, porém o alcoolismo fez dele este trapo humano. O alcoolismo o fez violento.
Contudo, tu deves saber que este trapo é seu pai, que lhe educou para ser útil até conhecer a cachaça.
Era a mim que toda noite violentava, até que recorri à Lei Maria da Penha. Perdeu emprego, memória.
Agora pode vir à praça, trazer a comida, que trago todos os dias.
Toninho, 61 anos, Salvador-Bahia, Brasil

Talvez não saibas, mas gostei de ti assim que te vi. Éramos amigos. Era a mim que vinham contar as tuas inúmeras aventuras amorosas. Não sei bem porquê… nunca confessei os meus verdadeiros sentimentos a ninguém. Provavelmente liam-nos nos meus olhos e adivinhavam-nos nas minhas palavras. E eu sofria, a amiga que aspirava a ser algo mais. Contudo, tu estavas tão inocente quanto cego. Nunca me iludiste ou incentivaste a algo mais. Minha culpa. Amei ao lado.
Sandra Silvestre, 46 anos, Carregado

Josué
Talvez não saibas, mas o nome dele, Josué, persegue-o desde criança.
Era a mim que se lamentava, pela escolha infeliz da madrinha e a falta de coragem da mãe para gritar: Não!
Contudo, tu nunca o compreendeste, apesar de ele ser teu neto. Quantas vezes te quis pedir ajuda, mas a tua cara fechada afastava-o? Por uma vez na vida deixa de criticar e ouve o que Josué tem a dizer. E que tal chamares-lhe só José?
Quita Miguel, 57 anos, Cascais

Liberdade!...
Talvez não saibas
Que queria estar contigo
Quando só querias
O brinquedo preferido!
Tu não sabias
Que eu tinha uma vontade
Quando pensavas
Em negar-me liberdade!
Contudo, tu
Excedeste a indignidade
E progrediste
No limite da maldade!
Como mulher,
Senti que tinha direitos
E, não sendo uma qualquer,
Esgotei-me dos teus feitos.
Era a mim que
Tu juravas que querias,
Dormindo fora
Muitas noites, muitos dias.
Deste-me tempo
De escolher à vontade…
Apaixonei-me e hoje grito:
― Liberdade!...
Maria do Céu Ferreira, 61 anos, Amarante

Talvez não saibas, mas ontem fui lá! Sim aquele sítio. Ganhei coragem e fui…
Tive medo, sim tive, apeteceu-me regressar, gritar, sei lá, fugir dali…
Contudo, tu não estavas lá! Devias proteger-me e falhas-te mais uma vez…
Era a mim que contavas os teus medos mais profundos.
Caíste e não te quiseste levantar…
Porquê? Porque o fizeste? Fugiste e não pediste ajuda! E eu fiquei tão só…
Tenho saudades das nossas brincadeiras!
Sim compreendo, mas não aceito!
Helena Pereira, 44 anos, Seixal

Abóbora
Talvez não saibas, mas há que respeitar certas regras. Saíste às nove da noite, recomendei que voltasses antes da uma. Meu projeto era para essa duração. Depois, chegar mais tarde é exagero. Há que repousar. Era a mim que tinhas de avisar qualquer mudança no combinado. Como fada madrinha, sou responsável pelo sucesso dessas saídas com príncipes e princesas da tua idade. Contudo, tu não obedeceste ao combinado. Por isso, o uber, às três horas, tornou-se abóbora.
Celina Silva Pereira, 67 anos, Brasília, Brasil

Luísa pousou o livro. Endireitou-se, respirou fundo e leu tudo novamente.
NADA MAIS HAVIA A FAZER. O erro tinha de ser corrigido, antes que houvesse mais ‘acidentes’.
SE TIVESSE EVITADO… mas, o quê? O que é tinha acontecido?
Fora tão cuidadosa! Seguira rigorosamente as instruções, pesara tudo….
Afinal, o que correra mal?
AGORA RESTAVA tentar outra vez, porque…
De repente deu um salto. Fizera-se luz.
― Burra, burra… então não é que me esqueci de ligar o forno?
Margarida Freire, 75 anos, Moita

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 17

O namorado da Carolina enfrenta um problema oncológico bastante grave, os tratamentos parecem não estar a resultar.
A namorada, amigos e familiares têm sofrido muito... é terrível sentir a impotência e desejar ajudar, mas apenas dispor do coração e um ombro amigo.
Então, a Carolina comprou duas passagens de avião para Roma, pois sabe que o namorado sonha conhecer o Vaticano e o Papa.
Ela acredita que, com fé e amor, todos os problemas podem ser ultrapassados.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 17texto que contém pelo menos uma palavra simétrica

Paula Castanheira ― desafio nº 122

Ainda não acreditava naquela noite!
Tinha aceitado o convite da Ana, para jantar, precisava esquecer estes últimos dias, e agora ali estava ela, na cozinha de um estranho, tentando encontrar o que precisava para preparar um pequeno-almoço digno de um príncipe.
Quando Rui se sentou, encantado pela surpresa, viu Maria a desviar o olhar e a corar, foi então que percebeu, havia um mosquito a boiar no leite!
Puxou-a para o colo, apertou-a nos braços e beijou-a.
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá

Desafio nº 122 ― um mosquito no leite

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 26

Sempre tiveste arte e engenho para a vida circense.
Mesmo sem a cara pintada, quando te conheci, percepcionei que tinhas veia de comediante - os teus gracejos faziam sorrir todos.
A tua simpatia aproximou-nos, conquistou-me totalmente.
Porém, tive a certeza do teu talento como palhaço quando feriste sentimentos e deitaste fora alguém que esteve sempre contigo, apoiando-te com carinho.
Presentemente, continuas a merecer ovações e aplausos clamorosos, pois sou feliz ao lado de quem me ama verdadeiramente. Obrigado!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 26 – dedicatória para alguém

Alda Gonçalves ― escritiva nº 22

Apanhado em flagrante...
Não resistia a caderninhos. Tinha imensos. Com pensamentos, com flores, com capas duras, plásticas, com imagens de celebridades, com frases de livros famosos.
Alguns oferecidos, outros comprados em papelarias finas, trazidos das mais diversas viagens.
Mas aquele ali, naquela feira de brique-à-braque era uma tentação. Olhou, folheou, cheirou. Até sentia o perfume da antiga dona. Olhou em volta, parecia ninguém estar a reparar, virou de costas e avançou.
O rapazinho tocou-lhe no braço e disse: — é meu.
Alda Gonçalves, 49 anos, Porto

Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 22

Poesia sem música... sem poesia? É impossível, pois são duas realidades indissociáveis.
Quando quero escrever os meus poemas, a criatividade apenas nasce, flui, percorre nas veias se estiver integrada num ambiente calmo, pleno de luminosidade, acolhedor e, em torno de mim existir melodia.
Mas, a música não pode limitar-se à acústica agradável; tem ainda que ser a pátria das palavras criativas.
Já compus várias músicas com inúmeras letras poéticas e o amor por ti sempre as edificou!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 22 – frase simétrica

Chica ― desafio nº 122

Vingança
Após anos de estudos, a formatura.
Estudos ainda, agora visando concursos. 
Enquanto isso, conseguira emprego num escritório, cujo diretor e dono era pessoa abominável em sua postura arrogante.
Tratava a mim e aos demais como se seus servos fôssemos.
Naquele dia, pediu café com leite, bem quente! Rápido!
Ao servir, vi que um mosquito saltou da térmica e foi junto, afogadinho. Sorri sarcasticamente.
Completei com o café assim mesmo. 
Servi. Pensei:
Ele merecia que fosse uma barata!
Chica, 67 anos Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Desafio nº 122 ― um mosquito no leite


Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 27

Mina; termina; determina; indetermina

O meu tio trabalhou sempre como mineiro numa mina de carvão junto de casa. 
Porém, hoje recebeu a declaração de aposentadoria; a sua carreira profissional termina.
Este facto determina que terá mais disponibilidade para si e seus familiares, menos fadiga, vivendo de forma mais salutar, pois a profissão trouxe-lhe graves danos pulmonares.
A reforma indetermina, todavia, o seu estado de espírito: o tempo livre atenua o cansaço, mas fá-lo sentir o envelhecimento, encarando-se como um fardo social.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 27 – palavras que crescem (em anagrama)

Alda Gonçalves ― desafio nº 122

O mosquito afogado....
Chegou o momento mais importante como Escanção. Toda a sua técnica de decantar um vinho seria apreciado e premiado. Elogiado pela critica, invejado pelos seus pares, nada o iria impedir de brilhar naquele imponente salão Árabe. 
Abriu a garrafa com a técnica perfeita, aguardou para que o néctar produzido por d. Antónia, resultasse na síntese perfeita entre vinho e mel dos deuses.
Segurou no decanter, verteu o liquido doirado, e... não! Um mosquito sedento atirou-se de cabeça!
Alda Gonçalves, 49 anos, Porto

Desafio nº 122 ― um mosquito no leite

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 120

A tempestade passada ocorreu por causas passionais. Reencontrei o meu caminho junto de ti; tornaste-te o meu herói.
Eu pensei que nunca mais acreditaria no amor, mas, graças a ti, não perdi a esperança de conseguir combater os tumultos da existência.
Sei que nos momentos doces estarás comigo e que nas tempestades agrestes também poderei sentir a tua mão enlaçada na minha para me encorajares a encarar os perigos e tormentas.
Obrigado, amor, por seres quem és!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 120 ― reencontrar o caminho sem V nem F

Desafio nº 122

Partindo desta ideia, que texto vos surge?
Era só um mosquito no leite, mas…
Vá, contem-me lá peripécias de um mosquito afogado, contem.

Eu diverti-me assim:
O lanche decorria sem atropelos. Esmerara-se para receber a futura sogra, fazendo bolos requintados e sanduíches frescas e apetitosas. Escolhera o melhor chá que alguma vez provara, trazido dos Açores. Na mesa, o serviço da avó, lindo e antigo, para impressionar. Tudo perfeito… Contudo, quando lhe pediu um farrapinho de leite, quando o vertia na chávena, um cadáver de mosquito deslizou para o chá. Corou, atrapalhou-se, até descontrair com as gargalhadas da futura sogra. Ia correr bem!
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Desafio nº 122 ― um mosquito no leite
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EXEMPLOS

28 julho 2017

Mireille Amaral― desafio nº 5

A tua felicidade é um deleite, obrigada!
A vinte e três de setembro do ano vigente lá estarei! Tua vontade é que eu esteja presente neste dia tão especial. Felicidade, sinto, por ir brindar convosco à celebração do vosso amor. É certo que me emocionarei, sou uma romântica incorrigível, sabias disso?
Um vinho, daqueles que tanto aprecias já estará, com certeza, escolhido… Deleite, sentirei, testemunhando o teu casamento com vossos amigos e familiares.
Obrigada, sei que tu e a Rita serão muito, muito felizes!
Mireille Amaral, 42 anos, Gondomar 

Desafio nº 5frase de sete palavras, cada palavra está depois de 10 em 10 palavras

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 5

Descrever-te é doloroso como desinventar o amor.
Descrever-te, através de grafia ou via oral, é extremamente complexo.
É impossível depauperar interiormente um ser valioso intelectualmente ― és genial!
Doloroso ― é o adjectivo que melhor caracteriza o teu afastamento.
Como é penoso o tempo que passas longe de mim!
Desinventar as saudades que por ti sinto... é absolutamente irrealizável!
O meu coração abriga por ti sentimentos profundos e verdadeiros.
Amor, descrever-te é tão custoso como deixar de te adorar.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 5frase de sete palavras, cada palavra está depois de 10 em 10 palavras

Vera Viegas ― desafio nº 121

Caras e coroas
Talvez não saibas que atrás das caras com que  te cruzas diariamente, existem outras caras, outros humores e  outros sorrisos....
Era a mim que calhava sempre ser feliz - insinuavas constantemente. Eu explicava-te: "quem está dentro do convento é que sabe o que lá vai dentro". Contudo, tu não acreditavas.
Aprendeste finalmente como as coisas funcionam quando foste mãe. Soube-o quando abriste aquele sorriso rasgado para a tua filha, após te teres despedido, para sempre, do teu pai.
Vera Viegas, 33 anos, Penela da Beira

Desafio nº 121 – 3 inícios de frase impostos

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 107

Eu acreditava que conseguiria combater sempre o amor, que nunca poderia proliferar. Tinha repulsa por amar, que já me fizera sofrer... até que apareceste; senti o coração pulsar dentro do peito.
Sentia-me palerma, por ceder a sentimentalismos repelentes que me complicariam a vida. Eu tinha que ultrapassar dificuldades... tolerar o romantismo seria inútil como dar pérolas a porcos.
Mas, tu venceste as minhas resistências.
As palavras que uso para descrever são plurais, o sentimento é singular. Amo-te!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 107 ― 10 palavras com PLR

27 julho 2017

Susana Sofia Miranda Santos - desafio nº 107

Talvez não saibas o quanto te amo, apesar de to ter demonstrado de todas as formas perceptíveis pelos sentidos humanos.
Contudo, tu nem vislumbras a minha pessoa.
Porque é que não consegues valorizar e estimar quem te ama verdadeiramente?
Era a mim que deverias amar!
Não sei se padeces de cegueira absoluta, surdez crónica, carências olfactivas, insensibilidade táctil ou problemas gustativos. Ou, simplesmente, tens o coração congelado e o cérebro petrificado com cimento.
Homens... que espécime complicado.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 107 ― 10 palavras com PLR