24 julho 2017

Programas Rádio Sim - semana 24 julho 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).

Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

Quer saber que histórias foram lidas? Vá por aqui:

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 13

Hoje, se pudesse, ficaria em casa. É sexta-feira 13, sou supersticiosa, mas tenho de comprar algo elegante para usar no casamento da Joana, pois sou a sua madrinha.
Ela tem de sentir orgulho da melhor amiga!
Depois de procurar em imensas lojas, encontrei uma blusa e saia muito bonitas e não foram nada caras... tive sorte!
Na igreja, a saia prendeu-se na porta e desfez-se completamente. Que vergonha!
Que poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 13 – Frase para terminar: Que mais poderia esperar de uma sexta-feira 13? Era barata!

Paula Castanheira ― escritiva nº 22

Aquela semana chuvosa andava a deixá-la irritada, sonhava com dias de luz, calor e mar, mas os seus sonhos só lhe devolviam mais chuva, mais ansiedade, faltavam-lhe as forças para se aguentar firme naquela caminhada e então viu-o e ficou presa naquele homem, seria novo por ali? Ou andaria ela distraída? Caramba que sorriso!
A vizinha do 2º andar apareceu e abraçou-o enquanto a presenteava com um olhar fulminante.
Tinha sido apanhada em flagrante, ele era comprometido!
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá

Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 4

Sou um bule rachado, sou um avolumar inútil de cacos... é assim que me encaras.
Quebraste o meu coração em mil pedaços, não conseguindo ver os sentimentos belos que abrigava no interior. Mas, eu sei que alguém há-de observá-los.
Os fragmentos serão reciclados, darão origem a vitrais eclesiásticos ou estátuas de cerâmica.
Adeus! Chega de sofrer por ti!
Quando quiseres, podes procurar-me no Museu do Louvre ou na Catedral de Notre-Dame onde estarei exposta.
Eu sou especial!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 4 – começando a frase “Sou um bule rachado, sou”

Fernando Guerreiro ― escritiva nº 22

Há mais de uma hora que caminhava pelo pinhal e o corpo pedia atenção às necessidades básicas. Em todo aquele tempo não se tinha cruzado com ninguém, só a natureza selvagem o abraçava. Olhou em redor para se certificar que estava sozinho. Não se escutavam nem os pássaros, por isso, decidiu verter águas ali junto a uns arbustos. Mal se tinha aliviado, passou uma rapariga que sorriu cumplicemente. Também ela sabia o que era ser apanhada desprevenida.
Fernando Guerreiro, 41 anos, Odemira
Mais textos aqui – www.microcontos.pt
Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante


Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 8

A Renata está em casa, desolada, doente com sarampo.
Só pode ler na cama... é aterrador! É tão penoso passar tanto tempo na cama sem ter sono. Parece a morte a entrar lentamente pela porta!
A mãe está sempre com ela para estar certa que permanece, calma, na cama.
Para a semana, a doença cessará, poderá passear e retornar à escola. A Renata estará contente.
O amor de mãe é o poderoso tratamento para todos os males!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 8 – crise de letras; usar só A E O T R S P L M N D C

22 julho 2017

Catarina Azevedo Rodrigues ― escritiva nº 22

Tinha uns quinze anos e estava numa daquelas festas com pouca luz e muita música. Pouco adepta do abanar do capacete, encostei-me a um sofá de veludo numa de mirone. Com falta do que fazer, decidi brincar com o veludo do sofá ao qual estava encostada. Entretida com a brincadeira, senti o objeto da minha distração mexer-se. Afinal, o "braço do sofá" era a perna de um senhor que vestia bombazina e que, espantado, me olhava boquiaberto.
Catarina Azevedo Rodrigues, 44 anos, Venda do Pinheiro
Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante

Ana Mafalda― escritiva nº 22

Era uma vez um sem-abrigo. Daqueles que ficaram sós no mundo, sem ninguém.
Dormia na rua ao relento, muitas vezes ao sabor do tempo...
Um dia, viu uma porta aberta mas lá ninguém. Entrou. Livros, tantos livros!
Seus olhos jorraram lágrimas de água feliz e nelas tomou banho como um petiz.
Então, sentiu tamanha tentação: abriu um livro e leu, sentado no chão.
Num ápice ouviu passos
Surgiu uma segurança galante
Ups, tinha sido apanhado em flagrante 
Ana Mafalda, 47 anos, Lisboa
Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 38

Tu és um prazer, cego mas tacteável!
Tu és especial!
Pensei que eras um homem vazio, igual aos outros, fechado em si próprio. Estava crente que tive o azar de conhecer alguém que era vaidoso, ptico relativamente às capacidades dos outros, egoísta e machista. Amor, estavas sempre revoltado com os factos.
Não vi a tua beleza pelos olhos, mas sentia-se na alma.
Hoje, aprendeste ao meu lado, a ser uma pessoa mais afável, sendo agradável estar contigo.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto 
Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

Joana Duarte ― sem desafio

Pedestal 
Acho que me apaixonei por ti naquele dia. Eu estava com tanto medo de estar ali. Aquele não era o meu lugar... Tu foste atencioso e nos teus olhos não vi nem um julgamento. Nunca. Os dias foram passando. Os meses. Os anos. Tu permaneceste ali, no pedestal em que eu te pus, sem tu saberes. Até hoje. [Talvez para sempre.] Lá estás tu: lindo, motivador, presente. A pergunta é: queres descer daí ou preferes que suba? 
Joana Duarte, 30 anos, Lisboa 

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 11

― Amor, temos que organizar a festa de aniversário do Paulinho.
― O nosso filho já está crescido... vai completar oito primaveras.
― Relativamente ao presente, o que achas de lhe oferecermos uma bola de futebol e chuteiras novas?
― É uma excelente ideia, querida. Podes ir comprar os presentes à loja de desporto, por favor?
― Claro, irei imediatamente.
― Eu vou à gráfica imprimir convites para a festa do Paulinho e, seguidamente, irei distribuí-los pelos amigos.
Partiram então em direcções opostas.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto 

Desafio nº 11 – diálogo com frase final imposta: Partiram então em direções opostas.

Theo De Bakkere ― escritiva nº 22

No nosso escritório cada secretária tinha um computador pessoal, tudo assim colocado para que estivéssemos com as costas orientadas para a secretária do chefe.
Às segundas-feiras começávamos às nove. Em contrapartida, o chefe vinha a bel-prazer e sempre assim acontecia, até que, numa manhã, um jovem empregado foi apanhado em flagrante delito, enquanto enrolava uns cigarros.
― Tens de enrolá-los com um dia de antemão ― dizia o chefe zangado.
― Evidentemente, patrão! Estou a enrolar estes cigarros para amanhã.
Risos abafados no escritório.
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica

Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 83

― Amor, naquele quadro proclamaram o meu nome com uma ordem "Venha cá, ó Freitas ". Mas as letras estão ligeiramente distorcidas.
― Querido, o que estás a ver prova que fazes parte do universo masculino, egocêntrico, vê tudo à volta de si mesmo. A ordenação das letras é uma mera casualidade. Estás a ver muitíssimo bem, não precisas de mudar de óculos. A distorção das letras comprova que não podes beber álcool antes de vir fazer testes de visão.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto 

Desafio nº 83 – texto sobre imagem de Francisca Torres

21 julho 2017

Margarida Fonseca Santos ― escritiva nº 22

Era fascinada por agendas. Naqueles tempos, ainda com agendas de papel, trazidas em carteiras ou bolsos dos casacos, não conseguia desviar o olhar quando alguém puxava da sua. Tudo lhe interessava: as cores usadas, a foram de riscar, de apontar, as horas. A única coisa que nunca lhe despertara curiosidade era… o conteúdo. Na sua visão, não prejudicava ninguém. Na dos outros, era uma coscuvilheira. Bisbilhotar a agenda do seu chefe fora um delito grave. E agora?
Margarida Fonseca Santos, 56 anos, Lisboa
Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante


20 julho 2017

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 76

A entidade masculina que habita na minha alma excede qualquer representante da espécie humana em determinadas características da individualidade: inteligência, sensibilidade, fraternidade.
Mas, apesar de ter quase metade de vida secular, é parca a sua maturidade... parece uma criança, prefere prestar vassalagem à família em vez de pugnar pela sua independência.
Sabes, amar-te implica guerra permanente, mas qualquer luta que enfrente para chegar até ti será justificável! Tu mereces qualquer renúncia.
Amar-te é e será sempre especial.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O

Natalina Marques ― escritiva nº 22

Chegou a casa com a lista do nutricionista. 
Começaria a dieta prometida, durante anos, mas sempre adiada.
Nesse dia, era aniversário de casamento,
faria um jantar especial, com sobremesa preferida.
Terminado o jantar, não comeu sobremesa.
Nessa noite não conseguia dormir, a pensar no doce. 
Fazia-lhe crescer água na boca.
Esperou que ele adormecesse,
foi ao frigorifico, já vinha com a taça na mão quando apareceu:
― Acho que vou dar ao Sanção, para não haver mais tentação.
Natalina Marques, 58 anos, Palmela

Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 89

A avó ofereceu-me um ramo de lírios no aniversário, mas devo ser alérgica, porque provocou-me uma tosse seca horrível!
Os pais ofereceram-me o livro " A Ilha ", tendo usado um agrafador para anexar no interior um envelope com dois bilhetes de avião para os Açores. Foi uma surpresa fantástica!
O namorado ofereceu-me um pijama vermelho e um elefante de peluche, pois sabe que é o meu animal preferido - apesar do seu porte gigantesco, nunca perde a sua graciosidade!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 89 – hist c tosse+lírio+elefante+agrafador

Mireille Amaral ― desafio nº 38

A MORTE CONTA-SE VIVENDO (Ungaretti G. Poeta italiano)
A M|OR|TE| CO|NT|A-S|E V|IV|EN|DO

A morte conta-se vivendo… Este ano não tem sido fácil… De repente, a vida ficou AMarrada a despedidas e a ORações, deixando-me TEmerosa em relação ao futuro e triste COm a ausência dos meus eNTes tão queridos.
ASsim, aturdida me sinto, EVitando porém, quedar-me, porque a vida é uma dádIVa demasiado preciosa para ser ENcarcerada na DOr.
Hoje, só hoje, é o momento em que consinto que as lágrimas se sobreponham às lembranças maravilhosas de quem partiu.
Mireille Amaral, 41 anos, Gondomar

Desafio nº 38 – partindo de uma frase, utilizar os pares de letras desta para o texto

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 94

A ventania excessiva bateu, com força, a porta de minha casa. Eu estava a refletir sobre questões do passado e fiquei aterrorizada com esse barulho estrondoso.
Contudo, interpretei aquele ruído como um sinal sobrenatural para mudar de vida, como um clarão do espírito para esquecer factos antigos e concentrar-me no presente e no futuro.
Não posso temer consequências da ventania. Vou deixar o sonho entrar pela porta e sair a voar, nas asas da ilusão, pela janela!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 94 com clarão, porta a bater e ilusão

Escritiva nº 22

Nunca lhe aconteceu estar parado no trânsito e sentir aquela tentação de “limpar o salão” com jeitinho, para ninguém o ver? E nunca tentou ouvir uma conversa atrás da porta? Não? De certeza? Eu sim!  E o pior não é admiti-lo, o pior é a vergonha que se passa quando somos apanhados em flagrante. Nem sempre é fácil sair do apuro.

Eu resolvi a situação assim:
Fora discreta, esperara até que todos estivessem a dormir, desceu sem fazer ruído, fechou a porta devagarinho, abriu a gaveta, tirou os talheres, um prato e atirou-se à vítima sem piedade. Sem restos que a incriminassem, voltou terrivelmente satisfeita. Dormiu como nunca, sem qualquer remorso, mas a liberdade durou pouco:
 ― Minha menina, estás de castigo! Comeste o bolo todo e não digas que não, porque tens o corpo cheio de borbulhas.
― Oh não, o bolo tinha nozes...
Paula Cristina Pessanha Isidoro, 36 anos, Salamanca
Escritiva nº 22 ― apanhado em flagrante

17 julho 2017

Programas Rádio Sim - semana 17 julho 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).


Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

Quer saber que histórias foram lidas? Vá por aqui:

Isabel Lopo ― desafio nº 121

Era a mim que devias ter oferecido as flores naquela noite. Talvez não saibas, mas toda a minha vida esperei por esse momento. Desde o tempo em que brincávamos lá na aldeia e trocávamos guloseimas com juras de amizade e de amor...
Contudo, tu preferiste escolher aquela pindérica, só por vaidade. É rica, bonita e isso para ti basta. Para trás ficaram os nossos sonhos como se um sopro de vento os tivesse varrido do teu coração.
Isabel Lopo, 71 anos, Lisboa

Desafio nº 121 – 3 inícios de frase impostos

Sérgio Felício ― desafio nº 4

Sou feliz
Sou um bule rachado, sou de fina porcelana muito delicada, de tamanho médio e pintado em dourado cintilante. Quando fui rachado senti uma grande tristeza por não poder servir. Fui colado para continuar a ter capacidade de servir diversos chás.
Sirvo numa casa de chás que pertence a uma família nobre inglesa. O chá que mais gosto de servir é de camomila porque é calmante.
Fico mesmo muito feliz por contribuir pró bem-estar de todas as pessoas.
Sérgio Felício, 36 anos, Coimbra

Desafio nº 4 – começando a frase “Sou um bule rachado, sou”

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 81

Julinho Pitorra queria ser famoso como um rei humorista. E era, realmente, um rei humorista... sem graça nenhuma!
Como as suas inúmeras chalaças não tinham gracejo, os habitantes locais ficaram estupefactos pelo xerife contratar Julinho para animar a festa referente à transição anual.
Na festa apareceu um rato gigante e o humorista começou a gaguejar.
A expressão aflita e fala titubeante originaram o riso fácil e aplausos.
Graças a um acaso, Julinho alcançou o sucesso como cómico.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 81 – Julinho Pitorra, humorista sem graça

Vera Saraiva ― desafio RS nº 18

Tens toda a razão! Sempre que nos esforçamos demasiado, mais tarde ou mais o corpo acaba por ceder!
Ontem dupliquei o número de quilómetros e hoje já nem me mexo. Tens toda a razão! Se eu te ouvisse, evitava estas situações.
Mas o que vale é que consegui finalmente perder o peso que tinha em excesso. Tens toda a razão, o esforço acaba por compensar.
Vou ter mais cuidado com os próximos treinos, tens toda a razão!
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo

Desafio RS nº 18 – frases repetidas no texto

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 6

De dia, viam-se pouco!
Quando o sol despontava, a chuva, sentindo-se ofuscada pela sua beleza, preferia manter-se afastada. Mas o sol admirava a sua capacidade para se multiplicar em várias gotas e distribuir frescura pelo mundo inteiro.
Um dia, cansados de se observarem à distância, decidiram aproximar-se para conhecerem melhor alguém que admiravam.
Dessa amizade resultou um lindo arco-íris, irradiando o brilho das suas cores no céu.
Quando vencemos a timidez, conseguimos alcançar o sucesso.
Quem diria!
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 6 – Início e fim: De dia viam-se muito pouco …….. Quem diria!

Isabel Lopo ― desafio nº 121

Era a mim que devias ter confiado o teu segredo. Mas foste escolher aquela pindérica para o fazeres. Fiquei mesmo lixada por teres quebrado o nosso pacto. Talvez não saibas, mas sempre foste o meu ídolo, pois apesar das borbulhas e do teu ar nerd sempre quis ser a tua amiga especial… Contudo, tu traíste-me. Não contes mais comigo, nem com os meus patins ou a minha bicicleta encarnada. E sobretudo devolve-me os tintins que te emprestei!
Isabel Lopo, “17” anos, Lisboa

Desafio nº 121 – 3 inícios de frase impostos

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 99

A Renata saiu hoje do hospital onde esteve internada quatro dias para ser operada ao seu problema de atrofia, que se agravou recentemente quando foi atropelada.
Ainda está com dores atrozes nas pernas, mas quer dedicar-se afincadamente à vida profissional, caso contrário a existência mergulha no marasmo.
A patroa prometeu que patrocinava a dinamização da peça " Grito atroador de um insecto atróptero " no teatro local. Que surpreendente! Costuma ser o dono da farmácia o patrono das artes...
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 99 – 8 a 10 palavras com ATRO

Vera Saraiva ― desafio nº 117

Acordei e olho-me no espelho: voltaram as lesões avermelhadas no pescoço e no peito. Sinto os braços envolventes da minha esposa que me abraça e beija levemente nos lábios. Tento esconder, como sempre o fiz, mas ela abre cuidadosamente a camisa e diz:
― Voltamos a ter de fazer fototerapia. Logo telefono e faço a marcação, não precisas de te preocupar mais. Quando te dá mais jeito?
Antes de responder, agradeci a Deus, por ter este apoio incondicional! 
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo

Desafio nº 117 – uma história para ajudar a combater a psoríase

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 35

Santuários de amor, luzes sombrias. São assim teus olhos, simultaneamente poços de ternura e rebeldia, fontes de constante inconstância.
Mesmo não estando comigo, a recordação de teus olhos acompanha-me por todo o lado.
Teu corpo está distante, mas tua alma anda comigo, teu olhar vive dentro do meu coração, é o farol que me concede um brilho no escuro.
Mas, viver somente de lembranças é doloroso! A distância é mãe das saudades...
E que saudades, Deus meu!

Santuários de amor, luzes sombrias - verso extraído do poema "Olhos suaves, que em suaves dias", Manuel Maria Barbosa du Bocage;
E que saudades, Deus meu - verso extraído do poema "Balada da neve", Augusto Gil.
Susana Sofia Miranda Santos, 38 anos, Porto

Desafio nº 35 – partindo de dois versos de autor

Vera Saraiva ― desafio nº 111

― Linha 111. Em que posso ser útil?
― Socorro! Estão 14 pessoas reunidas e a discutir as notas dos nossos alunos, e já não conseguimos pensar. Muito menos dar notas! Pode ligar o ar condicionado? A sala de reuniões está impraticável!
― Olá, D. Ana! É só dizer as coordenadas GPS e nós ligamos já o ar condicionado remoto.
― As coordenadas são: 36°31'12.1"N 5°54'54.3"W. Oh… muito obrigada… está muito melhor! E logo à noite, mantém-se o pedido de ontem!
Vera Saraiva, 37 anos, Redondo

Desafio nº 111 – linha de atendimento 111

Laura Garcez ― desafio RS nº 11

Agora
Agora, quantas pessoas expirarão pela última vez, excluídos da próxima alvorada!
Agora, quantas lágrimas desfeitas, inundarão rostos desfigurados, pela linha do acaso!
Agora, quantas crianças ― destroçadas, cambaleantes ― porque jamais verão os seus pais?
Agora, quantas mães bradarão, porque perderão quem lhes saiu das entranhas?
Agora, quantas brisas mensageiras perderão importância, afogadas pelo ruído do mundo?
Agora, quantas paixões violentamente desfeitas, enroladas nas ondas escuras da perversão!
Agora e sempre, sobrarão novas noites, novas estrelas, que muitos esquecerão!
Laura Garcez, Lisboa, 44 anos

Desafio RS nº 11 – 7 frases de 11 palavras, sempre com uma palavra repetida